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Simulador SAC vs. Price: Financiamento Imobiliário

Compare em tempo real as parcelas iniciais e finais, o volume acumulado de juros e descubra a economia exata entre os dois sistemas de amortização.

R$
anos
% a.a.
R$

Comparativo Direto de Custos

360 Parcelas (30 anos)
Tabela SAC Parcelas Decrescentes
Menor Custo Total
R$ 3.330,83
Primeira Parcela (Mais Alta)
Última Parcela (Mais Baixa): R$ 840,27
Total Pago em Juros: R$ 450.798,75
Custo Total do Contrato: R$ 750.798,75
Tabela Price Sistema Francês
Parcela Inicial Menor
R$ 2.630,50
Parcela Fixa (Todo o Contrato)
Comportamento: Parcela fixa do 1º ao último mês
Total Pago em Juros: R$ 646.979,31
Custo Total do Contrato: R$ 946.979,31
No sistema SAC, você economiza R$ 196.180,56 em juros em relação à Tabela Price para o mesmo financiamento.
Nota Explicativa: Os cálculos apresentados utilizam a metodologia padrão do SFH/SFI para financiamentos imobiliários com taxa nominal anualizada. As projeções não incluem taxas administrativas do banco, prêmios de seguro habitacional obrigatório (MIP e DFI) e atualização monetária mensal pela Taxa Referencial (TR), que são acrescidos nas faturas emitidas pelas instituições financeiras credenciadas (como Caixa, Itaú, Bradesco e Santander).

O que são as Tabelas SAC e Price no financiamento imobiliário em 2026

Ao contratar um financiamento imobiliário no Brasil — seja pela Caixa Econômica Federal ou por bancos privados no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) ou do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) —, o mutuário se depara com uma escolha decisiva: optar pela Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante) ou pela Tabela Price (Sistema Francês de Amortização).

Essa decisão não é meramente burocrática ou conceitual: em contratos de longo prazo (de 20 a 35 anos / 240 a 420 meses), a escolha do sistema de amortização define se você pagará dezenas ou até centenas de milhares de reais a mais apenas em juros bancários. Em 2026, com o valor dos imóveis em patamares elevados e as taxas nominais de crédito habitacional girando entre 9,5% e 12,5% ao ano, simular a evolução das prestações antes de assinar o contrato na agência é o passo mais importante para a saúde financeira da sua família.

A prestação paga mensalmente ao banco é composta por três fatias fundamentais: a amortização (valor que abate diretamente a dívida principal), os juros remuneratórios (lucro cobrado pelo banco sobre o saldo devedor) e os encargos acessórios (taxa de administração e seguros obrigatórios de Morte e Invalidez Permanente – MIP, e Danos Físicos ao Imóvel – DFI). A forma como a amortização e os juros se comportam ao longo dos meses é o que separa a Tabela SAC da Tabela Price.

Regra de comprometimento de renda familiar (30%)

Por determinação das normas do Banco Central do Brasil, a primeira prestação de um financiamento imobiliário não pode comprometer mais do que 30% da renda bruta comprovada dos proponentes. Como a primeira parcela da Tabela SAC é mais alta, a renda mínima exigida pelo banco para aprovação na SAC é sempre superior à exigida na Tabela Price.

Qual é a diferença real entre Tabela SAC e Tabela Price?

Embora ambas quitem a dívida ao final do prazo contratado, as lógicas financeiras de amortização são diametralmente opostas:

1. Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante)

Na Tabela SAC, a cota de abatimento da dívida é rigorosamente idêntica em todos os meses do contrato. Ela é apurada dividindo-se o saldo devedor financiado pelo número total de prestações (por exemplo: R$ 360.000 ÷ 360 meses = amortização constante de R$ 1.000 por mês).

Como o saldo devedor sobre o qual o banco calcula os juros diminui linearmente mês após mês, a cobrança de juros também cai a cada parcela. Consequentemente, as parcelas da Tabela SAC são decrescentes: a primeira parcela é a mais cara de todo o contrato, e a última prestação é expressivamente mais barata, proporcionando alívio contínuo no orçamento ao longo das décadas.

2. Tabela Price (Sistema Francês de Amortização)

Na Tabela Price, o valor nominal da prestação é calculado para permanecer fixo durante todo o financiamento (ressalvadas as correções monetárias pela TR ou IPCA). Para que a parcela seja igual do início ao fim, a estrutura interna da prestação inverte a lógica da SAC:

  • Nas parcelas iniciais, quase 80% do valor pago é juro puro destinado ao banco, e apenas 20% abate a dívida do imóvel;
  • A amortização começa muito baixa e vai crescendo de forma lenta ao longo dos anos;
  • Como o saldo devedor principal demora muito mais tempo para ser reduzido, o montante total de juros pago pelo mutuário ao final do contrato é astronomicamente maior do que na SAC.
CritérioTabela SAC (Amortização Constante)Tabela Price (Parcelas Fixas)
Comportamento das ParcelasDecrescentes (caem mês a mês)Fixas (constantes no tempo)
Valor da 1ª ParcelaMais alta (exige renda maior)Mais baixa (aprova renda menor)
Valor da Última ParcelaMuito baixa (fração da inicial)Idêntica à primeira parcela
Velocidade de Abatimento da DívidaRápida desde o 1º mêsMuito lenta nos primeiros anos
Total Pago em JurosMuito menor (economia substancial)Muito maior (custo elevado)
Adesão no Mercado HabitacionalPreferida por 85%+ dos compradoresUtilizada quando a renda não aprova a SAC

Exemplo prático comparativo: financiamento de R$ 300.000 em 30 anos

Para mensurar o impacto financeiro no bolso do comprador, simulamos a compra de um imóvel com valor financiado de R$ 300.000,00 em 360 meses (30 anos) com taxa nominal de juros de 10,00% ao ano (mais TR), sem considerar seguros adicionais:

Indicador do FinanciamentoTabela SACTabela PriceDiferença Real no Bolso
Primeira ParcelaR$ 3.333,33R$ 2.632,71Price inicia R$ 700,62 mais barata
Parcela nº 180 (15º ano – metade)R$ 2.083,33R$ 2.632,71SAC já está R$ 549,38 mais barata
Última Parcela (Mês 360)R$ 840,28R$ 2.632,71SAC termina R$ 1.792,43 mais barata
Total Pago em AmortizaçãoR$ 300.000,00R$ 300.000,00Idêntico (valor financiado)
Total Pago em Juros ao BancoR$ 451.250,00R$ 647.775,60SAC economiza R$ 196.525,60 em juros!
Custo Global Total do ContratoR$ 751.250,00R$ 947.775,60A Price custa 26,1% a mais

A análise da tabela revela a dimensão da economia: ao optar pela Tabela SAC, o mutuário economiza quase R$ 200 mil em juros ao longo do contrato — montante suficiente para mobiliar o apartamento, adquirir um segundo veículo à vista ou compor uma expressiva carteira de investimentos com a ajuda da nossa Calculadora de Juros Compostos.

SAC ou Price: qual escolher de acordo com seu perfil financeiro?

A resposta para a pergunta “qual o melhor sistema” não depende apenas de matemática pura, mas sim da realidade de renda e dos objetivos de cada comprador:

Quando você deve escolher a Tabela SAC:

  • Sua renda familiar aprovada comporta o valor mais alto da primeira parcela sem violar o limite de 30%;
  • Você deseja pagar o menor volume possível de juros ao banco ao longo da vida do contrato;
  • Você busca tranquilidade no futuro: saber que a cada ano que passa o valor da prestação cai, liberando espaço no orçamento para educação dos filhos ou outros projetos.

Quando você deve escolher a Tabela Price:

  • Sua renda formal atual não é suficiente para aprovar a parcela inicial da SAC (a Price permite comprar um imóvel de valor maior com a mesma renda);
  • Você tem planejamento de amortizar antecipadamente com recursos extras (bônus, 13º salário ou FGTS) nos primeiros 3 a 5 anos de contrato;
  • Você necessita de rigorosa previsibilidade de custos mensais no curto prazo.

A estratégia de amortização extraordinária de trás para frente

Seja na Tabela SAC ou na Tabela Price, o maior segredo para quem financia um imóvel no Brasil é a amortização antecipada de trás para frente. Toda vez que você possui uma sobra no orçamento e solicita uma amortização extraordinária no aplicativo da Caixa ou do seu banco, você pode escolher entre duas alternativas:

  • Reduzir o Valor da Parcela: Mantém o prazo original de 360 meses e diminui o valor a pagar no mês seguinte;
  • Reduzir o Prazo do Financiamento (Recomendado): Elimina as últimas parcelas do contrato (de trás para frente). Como as últimas parcelas são compostas quase exclusivamente por amortização, pagar R$ 1.000 extras pode eliminar 3 a 5 prestações futuras de uma só vez!

Utilizando recursos do FGTS a cada 2 anos e direcionando frações do 13º salário para abater o saldo devedor principal, é perfeitamente viável quitar um financiamento de 30 anos em menos de 8 a 10 anos, economizando centenas de milhares de reais em juros.

Custos adicionais que você deve incluir no planejamento da compra

O financiamento imobiliário envolve despesas cartorárias e tributárias à vista que costumam somar de 4% a 8% do valor venal do imóvel. Não deixe de reservar esses recursos antes de fechar o negócio:

  • ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis): Tributo municipal cobrado pela prefeitura, oscilando entre 2% e 4% sobre o valor da transação imobiliária;
  • Registro no Cartório de Registro de Imóveis (RGI): Taxa estadual tabelada de registro da escritura pública e da alienação fiduciária em garantia;
  • Tarifa de Avaliação de Bens da Caixa / Bancos: Cobrada para vistoria de engenharia e análise documental jurídica (geralmente entre R$ 3.000 e R$ 4.000);
  • Seguros Habitacionais MIP e DFI: Embutidos obrigatoriamente na prestação mensal por exigência da lei do SFH.

Ferramentas recomendadas para planejamento imobiliário e financeiro

Planeje a compra do seu imóvel com visão financeira 360º utilizando as ferramentas do Credited:

Guia Definitivo: Tabela SAC vs. Price em 2026

Quer entender em detalhes a matemática dos juros, simulações para contratos de R$ 300 mil e R$ 500 mil e como amortizar com FGTS para quitar o financiamento na metade do tempo? Acesse o nosso artigo completo: Tabela SAC vs Price: Qual a Melhor para Financiar Imóvel em 2026? Comparativo de Juros, Parcelas e Amortização.

Dúvidas frequentes sobre Tabela SAC e Price 2026

Qual sistema é mais fácil de ser aprovado pelo banco?

A Tabela Price facilita a aprovação cadastral para quem possui renda formal mais enxuta, pois os bancos exigem que a primeira prestação não ultrapasse 30% da renda bruta familiar. Como a primeira parcela da Price é cerca de 20% a 25% mais baixa do que a da SAC, o patamar mínimo de salário exigido para financiar o mesmo imóvel é menor.

Posso migrar da Tabela Price para a SAC durante o contrato?

Sim. O mutuário pode solicitar a portabilidade do financiamento imobiliário para outra instituição financeira que ofereça condições mais vantajosas e alterar o sistema de amortização para a SAC, desde que a nova prestação respeite o limite de comprometimento de 30% da renda comprovada atual.

Como o FGTS pode ser utilizado para amortizar o financiamento?

No âmbito do SFH, o saldo da conta vinculada do FGTS pode ser utilizado a cada intervalo de 2 anos para abater diretamente o saldo devedor principal (escolhendo entre diminuir o prazo total ou o valor das parcelas) ou para liquidar até 80% do valor de até 12 prestações consecutivas.

A Tabela Price é ilegal no Brasil por cobrar juros sobre juros?

Não. A legalidade da Tabela Price foi definitivamente pacificada pelo Superior Tribunal de Justiça (Súmula 539 do STJ e Tema Repetitivo nº 247). O STJ consolidou que o uso da Tabela Price em contratos imobiliários é plenamente válido, desde que a taxa de juros anual efetiva e o método de amortização estejam expressamente previstos e pactuados no contrato assinado entre as partes.

O que vale mais a pena: reduzir o valor da parcela ou o prazo?

Para quem busca economizar dinheiro em juros, reduzir o prazo é infinitamente superior. Ao diminuir o tempo restante do contrato, você elimina meses de incidência de juros bancários e taxas de seguros obrigatórios. Reduzir o valor da parcela é indicado apenas se o seu orçamento mensal estiver muito apertado e você precisar de alívio imediato no fluxo de caixa.

Legislação e referências normativas: Sistema Financeiro da Habitação (Lei Federal nº 4.380/1964); Sistema de Financiamento Imobiliário (Lei Federal nº 9.514/1997); Resoluções do Banco Central do Brasil e do Conselho Monetário Nacional (CMN); Súmula 539 do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Manuais de Crédito Imobiliário da Caixa Econômica Federal vigentes em 2026.