A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou um reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares, um percentual que será aplicado em 2026. Essa medida impactará aproximadamente 7,7 milhões de beneficiários, que correspondem a 14,5% do total de usuários de planos de saúde no Brasil.
Contexto do reajuste
Esse índice representa o menor reajuste autorizado pela ANS desde 2000, excluindo-se o caso excepcional de 2021, quando ocorreu uma redução de 8,19% devido à diminuição na demanda por serviços de saúde durante a pandemia de Covid-19. Em comparação, os reajustes em anos anteriores foram significativamente mais altos, como os de 2022 (15,5%) e 2023 (9,63%).
Critérios para cálculo do reajuste
A metodologia de cálculo do reajuste considera não apenas a inflação, mas também as despesas assistenciais e a frequência de utilização dos serviços de saúde. O índice foi definido com base em dois indicadores principais: o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), que tem um peso de 80%, e o IPCA, que representa 20%. Essa abordagem visa equilibrar a sustentabilidade do setor com a capacidade de pagamento dos consumidores.
Aplicação do reajuste
O reajuste será aplicado no mês de aniversário de cada contrato e pode ser cobrado no mês seguinte, com a possibilidade de retroatividade ao mês de aniversário. Para contratos que fazem aniversário em maio ou junho, a cobrança poderá ser iniciada em julho ou agosto.
Regras para planos coletivos
Importante destacar que o teto de 5,11% se aplica apenas aos planos individuais e familiares. Os planos coletivos, que são a maioria no mercado, não têm um limite definido pela ANS e seus reajustes são negociados diretamente entre as operadoras e os contratantes. Esse cenário frequentemente gera reclamações de consumidores em relação a aumentos considerados excessivos.
Impacto no mercado de saúde
A ANS ressalta que, apesar do reajuste menor, os custos assistenciais continuam crescendo, com uma variação de 8,32% em 2025 em comparação ao ano anterior. A elevação dos custos está ligada ao aumento dos preços de serviços médicos, mudanças no perfil dos pacientes e ampliação dos procedimentos cobertos pelos planos. O desafio para as operadoras é equilibrar esses custos com a capacidade de pagamento dos consumidores.
Recomendações aos beneficiários
Os beneficiários devem estar atentos ao seu contrato e verificar se o reajuste aplicado respeita o limite definido pela ANS. Caso haja dificuldades financeiras, a ANS orienta que existe a possibilidade de migração para outra operadora, utilizando o Buscador de Planos de Saúde disponível em seu portal.
