A nova fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28), resultou na identificação de seis fintechs suspeitas de envolvimento com o crime organizado no Brasil. As investigações revelaram que essas empresas movimentaram um total de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025, acendendo alarmes entre os órgãos de inteligência financeira.
Detalhes da operação e mandados cumpridos
A operação foi realizada em cinco estados, incluindo São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com quase 60 mandados de busca e apreensão. A Receita Federal, em colaboração com o Ministério Público de São Paulo e outras agências, está focando em um esquema de lavagem de dinheiro que envolve a adulteração de combustíveis com nafta.
Investigação e implicações financeiras
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a operação é parte de uma estratégia mais ampla para desmantelar as operações do crime organizado. A Receita identificou o uso de criptoativos para a lavagem de dinheiro, o que ressalta a complexidade das transações realizadas por essas fintechs.
Aperto na fiscalização e novas regulamentações
O recente aperto regulatório promovido pela Receita Federal e pelo Banco Central teve um papel crucial na realização dessa operação. A Instrução Normativa (IN) 2.278, que entrou em vigor em janeiro de 2025, exigiu que as Instituições de Pagamento (IPs) reportassem uma série de informações financeiras, permitindo uma fiscalização mais rigorosa e eficaz.
Consequências para o mercado e consumidores
Ainda não estão claros os efeitos que as investigações podem ter sobre a distribuição de combustíveis e os preços no mercado. Contudo, as operações de sonegação e lavagem de dinheiro têm o potencial de causar grandes prejuízos aos consumidores e à economia em geral, especialmente em um setor tão crítico quanto o de combustíveis.
Impacto e próximos passos
À medida que as investigações avançam, o governo se compromete a continuar apertando o cerco ao crime organizado, visando não apenas as fintechs, mas todo o ecossistema financeiro que pode ser utilizado para encobrir atividades ilícitas. O próximo passo envolve a coleta de mais provas e a possível identificação de outras empresas envolvidas.
