A agropecuária foi o principal destaque da economia brasileira em 2025, registrando um crescimento de 11,7% em relação ao ano anterior. Esse desempenho robusto contribuiu significativamente para o aumento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no período, representando quase um terço da expansão econômica do país.
Apesar de representar apenas cerca de 7% do total do PIB, o setor agropecuário foi responsável por 32,8% do crescimento do produto nacional. Essa participação foi mais que o dobro da segunda atividade com maior impacto, a indústria extrativa, que cresceu 15,3%.
Crescimento e participação do agro na economia
O peso da agropecuária na economia brasileira passou de 6,7% em 2024 para 7,1% em 2025, refletindo o forte avanço do setor. Historicamente, a participação já foi maior, chegando a 7,7% em 2021, e era de 4,8% em 2010. Mesmo assim, o setor de serviços continua sendo o mais expressivo, com 69,5% do PIB em 2025, seguido pela indústria extrativa, que teve sua fatia reduzida para 23,4% devido à queda dos preços internacionais do petróleo.
Safras recordes impulsionam o desempenho
O crescimento da agropecuária em 2025 foi impulsionado principalmente pela agricultura. Destacaram-se as safras recordes de soja e milho, que representam aproximadamente 45% da produção agrícola nacional. A produção de soja aumentou 14,6%, a de milho avançou 23,6% e a de laranja teve alta de 28,4%. A produtividade elevada dessas culturas foi fundamental para o resultado positivo.
Além da agricultura, a pecuária também contribuiu para o crescimento do setor, especialmente na produção de bovinos e leite, que apresentaram desempenhos relevantes ao longo do ano.
Perspectivas para 2026
Para 2026, a previsão é de crescimento do PIB em torno de 2,3%, ritmo semelhante ao ano anterior. A expectativa é de uma desaceleração mais acentuada na agropecuária, devido a uma possível redução nas safras de milho e arroz, assim como uma diminuição no abate de bovinos decorrente da inversão do ciclo pecuário.
Entretanto, o setor pode ser compensado por um maior dinamismo da indústria e dos serviços, e há expectativa de uma nova safra recorde de soja, que deve sustentar parte do desempenho agrícola no próximo ano.
