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Página Inicial > Notícias > Senado aprova MP do Frete, reforçando fiscalização e sem piso salarial

EconomiaPolítica

Senado aprova MP do Frete, reforçando fiscalização e sem piso salarial

A Medida Provisória do Frete foi aprovada pelo Senado, com mudanças significativas, e agora segue para sanção do presidente.

Última atualização: 15 de julho de 2026 00:34
Escrito por Gabriel Santos
Publicado 15 de julho de 2026
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3 min de leitura
Inglaterra bate Noruega e avança à semifinal da Copa do Mundo
Inglaterra bate Noruega e avança à semifinal da Copa do Mundo (Imagem: IA)

O Senado Federal aprovou, em votação simbólica nesta terça-feira, a Medida Provisória (MP) que altera as regras do transporte rodoviário de cargas, conhecida como MP do Frete. A medida, que amplia os poderes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para fiscalizar e punir o descumprimento da tabela de frete mínimo, foi aprovada em meio a um acordo entre o governo e a oposição, evitando que a proposta perdesse validade nesta quinta-feira (16). A MP é considerada um avanço para a categoria dos caminhoneiros, que havia sinalizado greve devido à incerteza sobre a aprovação.

Principais mudanças na MP do Frete

  1. Aumento da fiscalização da ANTT sobre o cumprimento da tabela de frete mínimo.
  2. Exclusão do trecho que estabelecia um piso salarial de R$ 5 mil para caminhoneiros, o que será definido por negociação coletiva.
  3. Imposição de multas de até R$ 1 milhão para empresas que contratarem fretes abaixo do mínimo estabelecido.
  4. Cadastramento obrigatório das operações de transporte no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
  5. Possibilidade de sanções administrativas para contratantes que descumprirem a regra.

Contexto da aprovação

A aprovação da MP do Frete ocorreu após intensas negociações que incluíram pressão dos caminhoneiros e a necessidade de um consenso entre governo e oposição para evitar o risco de caducidade da medida. Desde a sua edição, em março, a MP tinha gerado controvérsia, especialmente em relação ao piso salarial proposto. O relator da matéria na Câmara, deputado Zé Trovão, havia incluído o valor de R$ 5 mil, mas essa parte foi retirada pelo Senado, que argumentou que a definição de salários deve ser feita por meio de negociações coletivas e não por medidas provisórias.

Impacto sobre os caminhoneiros

A retirada do piso salarial gerou reações mistas entre os caminhoneiros, que esperavam uma proteção maior em relação aos valores de frete. Entretanto, a manutenção do piso mínimo para o frete, que considera fatores como tipo de carga e distância percorrida, é vista como um avanço. A nova regra garante que a ANTT terá um controle mais rigoroso para assegurar que os caminhoneiros sejam remunerados de forma justa, evitando a precarização do setor.

Próximos passos

Com a aprovação no Senado, a MP do Frete segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve vetar alguns dispositivos controversos, incluindo a anistia às multas aplicadas a caminhoneiros que participaram de bloqueios em 2022. A expectativa é que a sanção ocorra antes do prazo final estabelecido pela medida, garantindo sua efetividade e evitando novas tensões no setor de transporte rodoviário de cargas.

ASSUNTOS:CaminhoneirosDestaquelegislaçãoMP do FreteSenadoTransporte Rodoviário
FONTES:Portal aRedeRevista OesteMuita InformaçãoO SulCeará AgoraValor EconômicoExtra FamososAgência InfraCanal RuralRevista VejaO GloboO São Gonçalo
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