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Página Inicial > Notícias > STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por desvio de emendas

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STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por desvio de emendas

Última atualização: 13 de julho de 2026 00:01
Escrito por Gabriel Santos
Publicado 13 de julho de 2026
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3 min de leitura
STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por desvio de emendas
STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por desvio de emendas (Imagem: IA)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A medida cautelar, que veio a público neste domingo (12), é um desdobramento da Operação Transparência, que apura um suposto esquema de direcionamento ilícito de emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara para municípios de Minas Gerais.

Influência política sem mandato

A investigação da Polícia Federal aponta que Eduardo Cunha, que não exerce mandato parlamentar desde sua cassação em 2016, atuava como um agente privado com influência política superior à de muitos congressistas em exercício. Segundo os autos, o ex-deputado teria utilizado uma rede de contatos e a servidora pública Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, para operacionalizar o direcionamento de recursos federais. A PF afirma que Tuca, funcionária da Câmara há seis anos, contava com o aval da presidência da Casa para viabilizar as demandas de Cunha, agindo fora do fluxo legislativo regular.

Diálogos e desvio de finalidade

Mensagens interceptadas no celular da servidora revelam que o ex-deputado coordenava ativamente a destinação de ao menos 29 emendas. Em um dos diálogos, Cunha demonstra insatisfação com prefeitos mineiros e ordena a substituição de municípios beneficiários de forma arbitrária. A investigação destaca que o ex-parlamentar, que planeja concorrer a uma vaga na Câmara por Minas Gerais, utilizava essa influência para cooptar apoio político local, configurando, em tese, o crime de peculato-desvio.

Ação JudicialStatusMedida
Bloqueio de BensDeterminadoR$ 6,15 milhões
Pagamento de EmendasSuspensoTodas as ligadas à investigação
Documentação da CâmaraRequisitadaPrazo de 10 dias

Defesa contesta a decisão

Em nota, a defesa de Eduardo Cunha negou qualquer irregularidade na tramitação das emendas e afirmou que o ex-deputado não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhum dos repasses questionados. Os advogados argumentam que o bloqueio patrimonial é prematuro e que a decisão judicial não imputa ao ex-parlamentar o recebimento de qualquer vantagem financeira direta. A equipe jurídica pretende buscar acesso integral aos autos para contestar as medidas e sustenta que as atividades de Cunha se resumem a uma legítima interlocução política, rejeitando a tese de exercício clandestino de mandato.

Contexto das investigações

  • A Operação Transparência investiga o uso do orçamento secreto para fins privados.
  • Mariângela Fialek também é alvo de apurações envolvendo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o deputado Arthur Lira.
  • O STF determinou a suspensão imediata de todas as despesas públicas vinculadas às emendas sob suspeita.
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