A Polícia Federal deu início à 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro estimado em mais de R$ 7,6 bilhões no estado do Rio de Janeiro. Entre os alvos da operação estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, e Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil. A operação ocorre em um momento crítico para a política fluminense, especialmente para o senador Flávio Bolsonaro, que havia escolhido Canella como seu candidato ao Senado.
Operação Unha e Carne e seus alvos
As investigações revelam que a organização criminosa utilizava uma rede de postos de combustíveis para ocultar dinheiro de origem ilícita. A PF executou 19 mandados de busca e apreensão em várias cidades do estado, incluindo Niterói, São Gonçalo e a capital fluminense. Além de Canella e Amim, outros envolvidos incluem o inspetor da Polícia Civil Pablo Juquia, que teria controle sobre uma vasta rede de empresas do setor de combustíveis.
Movimentações financeiras suspeitas
O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que fundamenta a operação apontou movimentações financeiras que totalizam R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A investigação se intensificou após a abertura de um escritório do Coaf no Rio de Janeiro, que visa fortalecer a fiscalização sobre organizações criminosas.
Repercussão política
A operação gera um novo abalo na candidatura de Flávio Bolsonaro ao Senado, já que Canella é visto como um de seus principais aliados. As tensões políticas aumentam, levando os dirigentes do PL a reavaliar a indicação de Canella, que pode ser substituído para evitar mais desgastes na chapa. A situação é complicada, visto que o PL ainda busca um substituto para a candidatura ao Senado deixada por Cláudio Castro, que desistiu após ser declarado inelegível.
Possíveis consequências legais
Os investigados poderão ser responsabilizados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal. A PF também efetuará o bloqueio de bens e a suspensão das atividades econômicas das empresas ligadas aos investigados. As apurações já resultaram em apreensões de bens de alto valor e armas, evidenciando a gravidade das acusações.
Contexto da operação
A Operação Unha e Carne teve seu início em 2025, investigando o vazamento de informações confidenciais da polícia para organizações criminosas. Desde então, a operação se expandiu para abranger diversas facetas de corrupção, afetando políticos, empresários e forças de segurança no Rio de Janeiro.
Conclusão
A atual fase da Operação Unha e Carne não apenas revela um intrincado esquema de lavagem de dinheiro, mas também coloca em xeque as aspirações políticas de Flávio Bolsonaro e seus aliados. O desdobramento das investigações poderá causar um impacto significativo nas próximas eleições no estado.
