A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora tenha havido um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 5,4%, o índice atual representa uma queda significativa em comparação ao mesmo trimestre do ano passado, que registrou 6,6%.
Dados da pesquisa PNAD Contínua
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) apontou que cerca de 6,3 milhões de pessoas estavam em busca de trabalho e não conseguiram se empregar durante o último trimestre. Este número representa um aumento de 8% em relação ao trimestre anterior, com mais 471 mil desempregados. Contudo, na comparação anual, o número de desocupados caiu em 11,3%, o que equivale a 809 mil pessoas a menos.
População ocupada e informalidade
A população ocupada totalizou 102,3 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 0,3% no trimestre, ou seja, menos 338 mil trabalhadores. Em contrapartida, houve um crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, com 1,07 milhão de pessoas empregadas a mais. O nível de ocupação, que é a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar, caiu para 58,4%. A taxa de informalidade também se manteve alta, atingindo 37,2% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais.
Rendimentos e subutilização da força de trabalho
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.732, mantendo-se em um patamar recorde. Além disso, a taxa de subutilização da força de trabalho permaneceu em 13,8%, com a população subutilizada totalizando 15,7 milhões. Esses dados revelam uma estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas mostram uma queda de 1,7 ponto percentual no comparativo anual.
Análise do cenário econômico
A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que o aumento da taxa de desemprego neste trimestre é influenciado por fatores sazonais, especialmente nas áreas de comércio e serviços, que não conseguiram reter os trabalhadores após a alta demanda do final do ano anterior. Apesar da oscilação, o mercado de trabalho brasileiro ainda apresenta um nível elevado de ocupação em comparação com anos anteriores.
