Na madrugada de domingo, 24 de setembro, a Rússia lançou um dos maiores ataques contra Kiev desde o início do conflito, utilizando o míssil balístico hipersônico Oreshnik. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que a ofensiva causou a morte de pelo menos quatro pessoas e deixou dezenas feridas, enquanto a cidade enfrentava uma noite de intensa atividade aérea e explosões.
Detalhes do ataque em Kiev
A ofensiva russa envolveu cerca de 600 drones e 90 mísseis, que foram lançados de diferentes plataformas, incluindo ar, mar e terra. A Força Aérea da Ucrânia informou ter conseguido neutralizar 549 drones e 55 mísseis durante a ação. Os alvos da Rússia incluíram áreas centrais da capital, como edifícios governamentais, escolas e mercados.
Consequências e danos
As consequências do ataque foram devastadoras. Aproximadamente 40 locais em Kiev sofreram danos significativos, incluindo prédios residenciais, supermercados e escolas. A fumaça e os incêndios tomaram conta da cidade, com sirenes de alerta soando durante toda a noite. O prefeito de Kiev, Vitalii Klitschko, relatou que um prédio escolar foi atingido enquanto pessoas estavam abrigadas no local.
Retaliação e contexto
Esse ataque ocorreu como uma resposta russa a um suposto ataque ucraniano contra um dormitório universitário no leste da Ucrânia, que resultou em 21 mortes, segundo autoridades russas. O presidente Putin havia solicitado uma retaliação após esse incidente, alegando que não havia alvos militares próximos ao local atingido. Por outro lado, a Ucrânia e seus aliados contestam as alegações de ataques direcionados a civis.
Reações internacionais
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, condenou o uso de mísseis com capacidade nuclear pela Rússia, caracterizando os ataques como atos de terror. As autoridades ucranianas, por sua vez, enfatizaram a necessidade urgente de reforçar suas defesas aéreas, solicitando apoio adicional dos Estados Unidos e da Europa.
Este ataque representa uma escalada significativa na guerra, mostrando a disposição da Rússia de utilizar armamentos de alta tecnologia e poder de destruição para atingir alvos civis, conforme afirmam as autoridades ucranianas.
