A avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta uma leve melhora, conforme dados da mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no último sábado. Apesar do avanço, a maior parte da população ainda vê a gestão de forma negativa, com 38% dos entrevistados classificando-a como ruim ou péssima. Em contrapartida, 32% consideram a administração ótima ou boa, e 28% a avaliam como regular.
Mudanças nas avaliações
O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios entre os dias 20 e 21 de maio, mostrou que a diferença entre as avaliações negativas e positivas diminuiu significativamente. Em abril, essa distância era de 11 pontos percentuais (40% contra 29%), caiu para 9 pontos na pesquisa anterior e agora chegou a 6 pontos. A aprovação e a desaprovação do governo estão empatadas em 48%, enquanto na pesquisa anterior, 45% aprovaram a gestão e 51% a desaprovaram.
Impacto de medidas populares
A melhora na avaliação do governo ocorre após um período de desgaste. O pior momento foi registrado em fevereiro de 2025, quando apenas 24% classificaram a gestão como ótima ou boa, enquanto 41% a consideraram ruim ou péssima. Desde então, a reprovação oscilou entre 37% e 40%, com a aprovação mostrando sinais de recuperação, impulsionada por medidas de apelo popular, como o lançamento do programa Desenrola 2.0, a revogação da taxa das blusinhas e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Contexto eleitoral e repercussões
Esta pesquisa foi a primeira a ser realizada após a divulgação de informações relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro, que pediu recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os entrevistados que estavam cientes do caso, 64% consideraram que Flávio agiu mal. No cenário eleitoral, Lula ampliou sua vantagem sobre o senador, passando de 3 para 9 pontos em uma simulação de primeiro turno, onde agora tem 40% contra 31% de Flávio Bolsonaro.
Conclusão sobre a gestão Lula
Embora a avaliação do governo Lula tenha mostrado sinais de recuperação, a gestão ainda enfrenta desafios significativos. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, o que significa que os números devem ser considerados com cautela. O governo continua a trabalhar em medidas que possam consolidar essa recuperação e melhorar a percepção pública em relação à sua administração nos próximos meses.
