Na manhã de 14 de maio de 2026, a Polícia Federal (PF) realizou a sexta fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em Belo Horizonte. A operação é parte de uma investigação mais ampla sobre um esquema de crimes que envolve o Banco Master e suas conexões com atividades ilícitas no Brasil.
Investigações e prisões
A operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, incluiu o cumprimento de sete mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Entre os alvos estavam não apenas Henrique Vorcaro, mas também policiais federais ativos e aposentados, hackers, e membros de grupos criminosos ligados ao jogo do bicho e à milícia no Rio de Janeiro.
A estrutura criminosa
De acordo com a investigação, a organização criminosa operava por meio de dois núcleos principais: “A Turma”, que realizava ameaças e intimidações, e “Os Meninos”, que se dedicava a ataques cibernéticos e monitoramento ilegal. Henrique Vorcaro é apontado como um dos principais financiadores e operadores do grupo, que utilizava uma ampla rede de contatos para coagir e intimidar adversários.
Conexões com o crime organizado
A PF revelou que Henrique mantinha ligações com operadores do jogo do bicho e integrantes de milícias no Rio de Janeiro. O grupo visava intimidar pessoas que se opunham aos interesses da organização e operava com um forte aparato de ameaças e monitoramento. Manoel Mendes Rodrigues, descrito como um dos líderes do jogo do bicho no estado, também foi preso durante a operação.
Atuação de membros da PF
Além das prisões, a operação resultou no afastamento da delegada da PF Valéria Vieira Pereira da Silva, que supostamente vazava informações sigilosas para o grupo de Vorcaro. Ela, junto com seu marido, um agente aposentado da PF, teria facilitado o acesso a dados confidenciais da corporação, reforçando as suspeitas de infiltração da organização criminosa nas instituições.
Crimes investigados
As investigações incluem crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e invasão de dispositivos informáticos. A PF encontrou indícios de que os membros da organização continuaram suas atividades mesmo após fases anteriores da operação, indicando a persistência e a complexidade do esquema.
Próximos passos
A operação Compliance Zero segue em andamento, com a PF se preparando para aprofundar as investigações e desmantelar completamente a estrutura criminosa. As revelações sobre a atuação do grupo, especialmente a conexão com agentes da lei, levantam preocupações sobre a integridade das instituições envolvidas e a necessidade de uma revisão de protocolos de segurança.
