O Hospital DF Star, em Brasília, informou neste sábado (14) que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma piora em sua função renal e elevação nos marcadores inflamatórios. O paciente, que está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a última sexta-feira (13), segue sob cuidados intensivos para o tratamento de uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
Estado clínico e tratamento
Apesar das alterações nos exames renais e inflamatórios, a equipe médica ressalta que o quadro clínico de Jair Bolsonaro permanece estável. O tratamento atual consiste na administração de antibióticos por via endovenosa, hidratação, fisioterapia respiratória e motora, além de medidas preventivas contra trombose venosa. Não há, até o momento, uma data definida para a alta da unidade intensiva.
Contexto da internação e medidas judiciais
O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado no Complexo Penitenciário da Papuda, foi hospitalizado após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. A transferência para o hospital ocorreu após o agravamento de seus sintomas respiratórios.
Decisões do Supremo Tribunal Federal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a permanência de Michelle Bolsonaro como acompanhante, além de visitas de familiares, incluindo os filhos e a enteada do ex-presidente. Contudo, o magistrado impôs restrições rigorosas, proibindo a entrada de dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, na unidade hospitalar, e determinou que a segurança seja realizada pelo 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal com monitoramento ininterrupto.
