A Polícia Federal determinou o afastamento preventivo de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão na delegacia de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A medida foi tomada até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado para apurar faltas não justificadas do ex-deputado, que permanece nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
O afastamento foi oficializado por meio da Portaria nº 142, assinada pelo corregedor regional da PF no Rio de Janeiro, e publicada no Diário Oficial da União em 26 de fevereiro. A partir da publicação, Eduardo tem o prazo de cinco dias úteis para entregar a carteira funcional e a arma institucional que lhe foram concedidas.
Motivo do afastamento
O processo administrativo investiga se as ausências de Eduardo no serviço configuram abandono de cargo, já que ele não retornou às funções após o término do mandato na Câmara dos Deputados, em 18 de dezembro de 2024. A Polícia Federal havia determinado seu retorno imediato ao cargo na corporação, o que não ocorreu.
O PAD apura se houve intenção na ausência prolongada, que ultrapassou 30 dias consecutivos sem justificativas plausíveis. Caso seja confirmado que Eduardo Bolsonaro descumpriu suas obrigações funcionais, ele poderá ser demitido da Polícia Federal.
Contexto político e judicial
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil alegando perseguição política por parte do Judiciário, especialmente envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal. Ele também responde a uma ação penal no STF por suposta coação no curso de processo, relacionada a investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Desde a cassação do mandato, o ex-parlamentar não retomou suas atividades na Polícia Federal, permanecendo nos Estados Unidos, o que motivou a abertura do processo disciplinar pelo órgão. A apuração do caso poderá definir as consequências administrativas para o ex-deputado, que enfrenta ainda outras investigações no âmbito judicial.
