O funeral do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, atraiu um grande número de iranianos a Teerã neste sábado (4), dando início a uma cerimônia que deve durar até a próxima quinta-feira (9). A celebração ocorre em um contexto de intensa comoção e um clima de tensão política, especialmente em relação aos Estados Unidos e Israel, responsabilizados pela morte do líder em um ataque aéreo.
Cerimônia e multidão em luto
Centenas de milhares de pessoas se reuniram em torno do caixão de Khamenei, que estava coberto pela bandeira iraniana. A multidão expressou sua dor com gritos de “Morte à América!” e “Morte a Israel!”, um refrão que remete à Revolução Islâmica de 1979. Durante a cerimônia, muitos participantes demonstraram sua indignação e saudade, com alguns se referindo a Khamenei como uma figura paterna.
Demandas de vingança
Os presentes na cerimônia também clamaram por vingança contra os EUA e Israel. Autoridades iranianas, incluindo o comandante da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, alertaram que a “vingança divina” contra os responsáveis pela morte de Khamenei não está distante. Este clima de hostilidade se intensifica em meio a um contexto de guerra entre Irã, EUA e Israel.
Segurança e mobilização
As autoridades iranianas implementaram rigorosas medidas de segurança durante a cerimônia, incluindo reforço na vigilância do espaço aéreo e controle de tráfego. Helicópteros estavam prontos para evacuações médicas, se necessário. A província de Teerã foi fechada para garantir a segurança do evento, que também se estenderá a outras cidades iranianas e até mesmo a localidades no Iraque.
O legado de Ali Khamenei
Khamenei governou o Irã por 37 anos e sua morte pode impactar a dinâmica de poder no país, especialmente com a ascensão do seu sucessor, o aiatolá Mojtaba Khamenei. A cerimônia fúnebre é vista como uma oportunidade para reafirmar a lealdade à nova liderança e um momento de mobilização do povo iraniano em face das tensões geopolíticas em curso.
Repercussão internacional
A escolha da data do funeral, coincidentemente o 250º aniversário da independência dos EUA, não passou despercebida. O presidente dos EUA, Donald Trump, fez declarações provocativas em paralelo ao evento, o que intensifica ainda mais o clima de animosidade entre os dois países.
