O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), lançou um livro que apresenta um planejamento estratégico para a exploração de terras raras no Brasil até 2040. A obra, intitulada “Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040”, foi elaborada por uma equipe composta por dez engenheiros, pesquisadores e professores universitários.
Contexto e objetivos da publicação
A publicação foi apresentada no VII Seminário Brasileiro de Terras Raras, realizado no Rio de Janeiro. O livro analisa os cenários nacional e internacional relacionados às terras raras, mapeia reservas minerais no Brasil, incluindo a região da Amazônia, e investiga as cadeias industriais para a produção desses elementos químicos metálicos, que são essenciais na fabricação de produtos de alta tecnologia, como carros elétricos, equipamentos de defesa e turbinas eólicas.
Estratégias para o futuro
O diretor-presidente do CGEE, Anderson Gomes, destacou que o livro serve como um guia para transformar as terras raras presentes no solo brasileiro em uma vantagem competitiva no mercado global. Ele ressaltou a necessidade de o Brasil decidir se quer ser apenas um fornecedor de commodities ou desenvolver uma indústria capaz de produzir e exportar componentes e equipamentos a partir dessas matérias-primas.
Capacidade e recursos disponíveis
Gomes enfatizou que o Brasil possui cerca de um quarto das reservas de terras raras do mundo, o que confere ao país a oportunidade de determinar sua própria cadeia produtiva. Ele argumentou que, apesar de uma certa dependência externa, o Brasil também possui relevância no contexto global devido às suas riquezas minerais.
Investimentos em formação e tecnologia
O CGEE defende a adoção de políticas industriais voltadas para a exploração de terras raras, que incluem financiamentos para empreendimentos e o investimento na formação de profissionais. A Universidade Federal de Pernambuco está desenvolvendo um curso de pós-graduação em parceria com outras instituições, com o objetivo de qualificar mão de obra e aumentar o número de pesquisadores no setor.
Expectativas para o futuro
A expectativa do CGEE é que as estratégias delineadas no livro ajudem o Brasil a se posicionar como um importante player na exploração de terras raras até 2040, aproveitando suas reservas e promovendo a indústria local.
