O Brasil participará das cerimônias fúnebres do ex-líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, com o envio do embaixador em Teerã, André Veras Guimarães. O Itamaraty confirmou a presença do diplomata no evento, que ocorrerá em um contexto de luto nacional e internacional, devido à importância histórica de Khamenei para a política iraniana e sua influência ao longo de mais de três décadas.
Cerimônias e segurança no Irã
As cerimônias fúnebres estão programadas para começar na Grande Mesquita de Teerã no dia 4 de julho, com um cortejo que seguirá para Qom e, finalmente, para Mashhad, onde ocorrerá o sepultamento no dia 9. O exército iraniano intensificou a segurança nas fronteiras e na capital, prevendo a participação de milhões de pessoas nas homenagens, incluindo dignitários e representantes de mais de 100 países.
Participação internacional
Além do Brasil, outros países do BRICS também confirmaram presença. A China enviará He Wei, vice-presidente da Comissão Permanente da Assembleia Nacional, enquanto a Índia será representada pelo governador de Bihar e pelo vice-ministro das Relações Exteriores. A Rússia também terá um representante de alto escalão, Dmitry Medvedev, ex-presidente e atual vice-presidente do Conselho de Segurança.
Expectativa e logística
Com a expectativa de uma afluência massiva de participantes, as autoridades iranianas abriram complexos de alojamento em Teerã para acomodar peregrinos e visitantes. As cerimônias de despedida e o funeral têm grande significado histórico, conforme destacado por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, que ressaltou a importância do evento não apenas para a nação iraniana, mas também para os povos muçulmanos e os defensores da liberdade ao redor do mundo.
Contexto histórico de Khamenei
Ali Khamenei foi uma figura central na política iraniana desde 1989, sucedendo o aiatolá Ruhollah Khomeini. Conhecido por sua oposição a Israel e sua posição em defesa da Palestina, Khamenei liderou o país em um período de intensa rivalidade com potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos. Sua morte, em 28 de fevereiro, ocorreu durante um ataque militar conjunto dos EUA e Israel ao Irã, um fato que intensificou as tensões regionais.
Condições de segurança e organização
As forças de segurança do Irã estão em estado de alerta máximo, com a Força de Defesa Aérea garantindo a vigilância do espaço aéreo e controle de tráfego. Helicópteros estão sendo utilizados para evacuações médicas, em colaboração com o Crescente Vermelho iraniano. O governo iraniano tem sido cauteloso em relação às representações internacionais, não convidando países que apoiaram as ações militares contra o Irã.
