A Polícia Federal iniciou a terceira fase da Operação Rent a Car, chamada de Galho Fraco II, com o intuito de aprofundar a investigação de desvios de recursos públicos provenientes da cota parlamentar. A operação, que já possui um histórico de investigações, foca em crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Detalhes da operação
As medidas judiciais foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, e estão sendo executadas em várias localidades, incluindo o Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, onde os agentes federais encontraram quantias em dinheiro ocultas, além de bens de alto valor.
Alvos da operação
Os principais alvos são assessores do deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, que não é um alvo direto nesta fase. Contudo, a investigação visa identificar o esquema que possibilitou o desvio de recursos da cota parlamentar, que deveria ser usada para despesas oficiais.
Investigação em andamento
A investigação começou em 2024 e já revelou indícios de que uma locadora de veículos recebeu pagamentos indevidos mesmo após sua dissolução irregular. Além disso, existem suspeitas de que houve tentativas de ocultação ou manipulação de provas durante o processo.
Histórico das fases anteriores
Nas etapas anteriores da operação, já foram descobertos desvios significativos. Na última fase, realizada em dezembro, a PF apreendeu mais de R$ 460 mil em espécie em uma propriedade vinculada a Sóstenes Cavalcante, que justificou a quantia como proveniente da venda de um imóvel.
As repercussões políticas também são notáveis, com alguns parlamentares do PL se manifestando contra as ações da PF, alegando perseguição política. A situação continua a se desdobrar à medida que mais informações emergem das investigações.
