A Justiça de São Paulo determinou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de estarem envolvidos na tentativa de homicídio contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, integrante do 1º Batalhão de Polícia de Choque Tobias de Aguiar (Rota). O atentado ocorreu no último sábado (27), em São Caetano do Sul, e chocou a comunidade policial e a população em geral.
Detalhes do atentado
O ataque foi registrado na Avenida Goiás, enquanto Ronickson saía de uma academia. Ele foi abordado por dois homens em uma motocicleta que efetuaram disparos, atingindo-o na cabeça. O policial recebeu os primeiros atendimentos ainda no local e foi transportado por helicóptero ao Hospital Estadual Mário Covas, onde passou por cirurgia neurológica e permanece internado na UTI, em estado gravíssimo, mas estável.
Investigação em andamento
As prisões foram realizadas após um trabalho de inteligência da Polícia Militar, que localizou os suspeitos na região de Guaianases, zona leste de São Paulo. A decisão judicial foi tomada pela Vara do Plantão da Comarca de Santo André e prevê a detenção por 30 dias, enquanto as investigações continuam. Um terceiro homem, de 24 anos, que também foi identificado, não foi preso, mas é parte do inquérito.
Premeditação do crime
De acordo com a polícia, o crime foi premeditado, com indícios de que os suspeitos monitoraram a rotina do tenente antes do ataque. A investigação aponta que os dois homens detidos não foram os atiradores, mas prestaram apoio logístico à ação. Imagens de segurança mostram um veículo que teria acompanhado os criminosos no momento do atentado.
O estado de saúde do tenente
Após a cirurgia, o tenente Ronickson permanece sob monitoramento neurológico contínuo. O quadro é considerado gravíssimo, mas estável, e a corporação tem se manifestado em apoio à família, destacando a importância da recuperação do policial.
A repercussão do caso
O caso tem gerado grande repercussão, especialmente pela ligação do tenente com o caso de sua irmã, Eloá Pimentel, que foi tragicamente assassinada em 2008. A comunidade e colegas de farda estão mobilizados, em oração pela recuperação do policial, enquanto as investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos.
