A Venezuela vive um dos momentos mais difíceis de sua história recente após a ocorrência de dois terremotos de grande magnitude que devastaram o norte do país na última quarta-feira, 24 de junho. Com uma magnitude de 7,2 e 7,5, os tremores deixaram um rastro de destruição, resultando em pelo menos 920 mortes e 3.360 feridos, além de milhares de desaparecidos.
Impacto dos terremotos
A Federação Venezuelana de Futebol confirmou a morte do jovem atacante Yimvert Berroterán, de apenas 18 anos. O jogador, que era uma das promessas do futebol venezuelano e havia representado o país na Copa do Mundo Sub-17, foi encontrado sob os escombros de um edifício em La Guaira, a região mais afetada pela tragédia. A morte de Berroterán foi lamentada pela Fifa, que também prestou condolências às famílias das vítimas.
Situação atual das buscas
No terceiro dia de buscas, equipes de resgate enfrentam dificuldades devido à destruição das infraestruturas e à falta de recursos. A ONU estima que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas, enquanto 4.000 estão desabrigadas. O governo venezuelano, por sua vez, confirmou que mais de 300 réplicas foram registradas desde os tremores iniciais, o que adiciona um novo nível de risco às operações de resgate.
Ajuda internacional
Na tentativa de minimizar os danos e ampliar as operações de socorro, a Força Aérea Brasileira enviou uma missão humanitária com médicos e equipamentos de resgate. Além do Brasil, outros 17 países também mobilizaram equipes e recursos para apoiar as operações de busca e resgate em uma colaboração internacional sem precedentes.
Reação da comunidade internacional
A Fifa anunciou que um minuto de silêncio será realizado em todas as partidas da Copa do Mundo 2026 em homenagem às vítimas dos terremotos. Esta ação reflete a solidariedade da comunidade do futebol mundial diante da tragédia que assola a Venezuela.
Próximos passos
As autoridades continuam as buscas por sobreviventes, mas as chances de encontrar pessoas vivas diminuem à medida que o tempo passa. A situação é crítica, e a pressão por uma resposta internacional mais robusta aumenta, enquanto as famílias das vítimas enfrentam a angústia da incerteza.
