A Procuradoria-Geral da República (PGR) negou a proposta de delação premiada apresentada por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), em relação a investigações que envolvem o Banco Master. A decisão, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, foi divulgada nesta quinta-feira (25) e concluiu que a colaboração proposta não traria novos elementos para a apuração das irregularidades.
Motivos para a rejeição da delação
O procurador Gonet classificou a proposta de delação como de “reduzida utilidade e débil eficácia potencial”. Ele argumentou que os temas apresentados por Costa já eram conhecidos pelas autoridades e não continham informações inéditas, o que inviabilizava a celebração do acordo. Além disso, a proposta não demonstrou a possibilidade de ressarcimento dos valores supostamente desviados, o que é um critério importante para a aceitação de colaborações desse tipo.
Contexto das investigações
Costa está preso desde 16 de abril, após a quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades nas negociações entre o BRB e o Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro. As investigações apontam que o ex-presidente do BRB teria recebido seis imóveis como propina, avaliados em aproximadamente R$ 146 milhões, em troca de facilitação de operações financeiras.
Desdobramentos após a rejeição
Após a negativa da PGR, a defesa de Paulo Henrique Costa pode ainda tentar negociar um acordo com a Polícia Federal. O advogado Davi Tangerino expressou surpresa com a decisão e ressaltou que o ex-presidente não foi ouvido em interrogatórios formais, o que poderia ter influenciado a avaliação da PGR.
Situação atual de Paulo Henrique Costa
Atualmente, Costa permanece detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A transferência de Daniel Vorcaro para a mesma unidade foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com o intuito de preservar a integridade das investigações.
Com a rejeição da proposta de delação, as investigações sobre o caso Banco Master e as supostas irregularidades envolvendo o BRB continuam em andamento, sem novas contribuições da parte de Paulo Henrique Costa.
