Na tarde desta terça-feira, 23 de junho, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar. O depoimento, que durou cerca de 5 minutos, faz parte da investigação sobre a apreensão de uma pistola Glock calibre 9mm, ocorrida durante uma blitz de trânsito no dia 15 de junho.
Detalhes do depoimento
O depoimento foi conduzido pelo delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia. Durante a oitiva, Bolsonaro reiterou que a arma estava em posse de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para reparos, após ter sido constatado um problema de funcionamento. Ele alegou que não havia solicitado que a pistola fosse retirada de sua casa, mas apenas que um membro de sua equipe verificasse a situação do armamento.
O incidente da blitz
A apreensão da pistola ocorreu durante uma abordagem de rotina da Polícia Militar na região de Taguatinga. O sargento do Exército que conduzia o veículo admitiu que a arma pertencia a Bolsonaro, mas não apresentava a documentação necessária no momento da abordagem. Os agentes encontraram a pistola no assoalho do carro.
A defesa de Bolsonaro
A defesa de Bolsonaro argumentou que a pistola estava registrada em seu nome e que a falta de documentação se deu por precaução, uma vez que o percussor da arma havia sido removido por segurança, sem seu conhecimento, devido ao uso de medicações psiquiátricas que afetam sua cognição. Os advogados também afirmaram que esperam que o caso seja arquivado em breve.
Impacto na prisão domiciliar
O depoimento de Bolsonaro acontece em um contexto delicado, já que o prazo de sua prisão domiciliar humanitária, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, termina nesta quinta-feira, 25 de junho. Existe a possibilidade de que a análise do caso impacte a decisão sobre a continuidade ou não de sua prisão domiciliar.
Decisões futuras
O Supremo Tribunal Federal (STF) está avaliando as circunstâncias do caso e pode decidir se Bolsonaro deverá retornar ao regime fechado, caso considere que houve violação das regras durante o período de prisão domiciliar. A defesa minimiza a importância do incidente, considerando que não houve determinação judicial para a entrega de suas armas.
Próximos passos
O desdobramento do caso poderá ser conhecido nos próximos dias, especialmente após a avaliação do STF sobre a situação da prisão domiciliar e as implicações da apreensão da arma.
