O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, manter a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, até 2030. A decisão, tomada em 2 de junho, foi resultado da rejeição dos recursos apresentados por Castro e pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) que solicitava a cassação de seu diploma por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Decisão do TSE e suas implicações
Os ministros do TSE, liderados pelo relator Ricardo Villas Bôas Cueva, afirmaram que a renúncia de Castro um dia antes do julgamento esvaziou a discussão sobre a cassação do mandato. Isso significa que, apesar da condenação por abuso, o diploma de Castro não foi cassado, o que abre espaço para a definição sobre a forma de sucessão no governo do Rio. Com a atual situação, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, está governando interinamente.
Votação e divergências entre os ministros
A votação no TSE ocorreu em um cenário de divergência. Por 5 votos a 2, a maioria dos ministros rejeitou o pedido do MPE para declarar a cassação do diploma de Castro. Floriano Azevedo Marques e Estela Aranha foram os únicos que defenderam que a cassação do diploma deveria ser considerada, argumentando que a condenação por abuso impõe a perda do diploma como consequência direta.
Contexto da condenação
Cláudio Castro foi condenado por abuso de poder político e econômico, em um esquema que envolvia a contratação irregular de funcionários em cargos secretos na Fundação Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Investigações indicaram que esses funcionários estavam envolvidos em saques em dinheiro vivo, totalizando R$ 248,4 milhões entre 2021 e 2022.
Próximos passos e a definição da sucessão
Com a decisão do TSE, cabe agora ao Supremo Tribunal Federal (STF) retomar o julgamento que determinará se as novas eleições para o governo do estado do Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas. A discussão é crucial, pois a forma de escolha do próximo governador impactará diretamente a política no estado.
Conclusão
A manutenção da inelegibilidade de Cláudio Castro até 2030 e a ausência de cassação do seu diploma marcam um momento decisivo na política do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que a definição sobre o próximo governante aguarda uma decisão do STF.
Fontes
| Fonte | URL |
|---|---|
| Folha Vitória | https://www.folhavitoria.com.br/politica/tse-nega-recursos-e-mantem-claudio-castro-inelegivel/ |
| Jornal de Brasília | https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/tse-rejeita-recursos-e-mantem-claudio-castro-inelegivel-ate-2030/ |
| Revista Veja | https://veja.abril.com.br/politica/tse-nega-recurso-e-mantem-claudio-castro-inelegivel-ate-2030/ |
| Revista Fórum | https://revistaforum.com.br/politica/tse-recurso-claudio-castro/ |
| Revista Oeste | https://revistaoeste.com/politica/tse-mantem-inelegibilidade-de-claudio-castro-ate-2030/ |
| ConJur | https://www.conjur.com.br/2026-jun-02/tse-esclarece-que-nao-cassou-diploma-de-castro-porque-ele-ja-havia-renunciado/ |
| Diário do Centro do Mundo | https://www.diariodocentrodomundo.com.br/tse-mantem-inelegibilidade-de-claudio-castro-e-nega-cassacao-do-diploma/ |
| Jovem Pan News | https://jovempan.com.br/noticias/politica/tse-mantem-claudio-castro-inelegivel-e-rejeita-pedido-de-eleicoes-diretas-no-rj.html |
