O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se coloca como pré-candidato à presidência nas eleições de 2026, apresentou propostas para o futuro do Brasil em um evento voltado ao agronegócio, chamado Eloos Itatiaia, realizado em Belo Horizonte. Em sua fala, ressaltou a necessidade de formar uma maioria conservadora no Congresso Nacional, capaz de aprovar reformas estruturais e modificações na Constituição, além de defender uma drástica redução no número de ministérios e cargos na administração federal.
Propostas de Flávio Bolsonaro
Base parlamentar e segurança jurídica
Flávio destacou que a criação de uma base política sólida, composta por uma maioria de direita, é essencial para garantir a estabilidade das políticas públicas e a aprovação de projetos de infraestrutura, como a Ferrogrão. Ele enfatizou a importância da previsibilidade jurídica para atrair investimentos, principalmente em setores que requerem planejamento a longo prazo, como o agronegócio.
Críticas à gestão atual e ao STF
O senador também não poupou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atribuindo ao seu governo a situação de endividamento do agronegócio, que, segundo ele, ainda consegue se manter forte. Flávio argumentou que a administração atual tem praticado uma “gastança desenfreada” e busca aumentar a arrecadação por meio de novos impostos, o que, segundo ele, tem gerado uma carga tributária excessiva.
Desburocratização e reforma administrativa
Além de diminuir o número de ministérios, Flávio defendeu a necessidade de desburocratizar a máquina pública, propondo a criação de uma secretaria nacional para esse fim. Ele acredita que essas mudanças são fundamentais para reduzir a interferência de decisões judiciais no ambiente econômico e garantir que as instituições atuem dentro de seus limites.
Visão econômica e futuro do Brasil
O pré-candidato concluiu sua fala enfatizando que, para atrair investimentos, o Brasil precisa de um ambiente de negócios estável e previsível. Ele mencionou que, em conversas com investidores internacionais, muitos demonstraram receio em investir no país devido à insegurança jurídica e à corrupção, ressaltando que não é viável planejar negócios de longo prazo em um cenário de constantes mudanças legais e regulatórias.
