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Página Inicial > Notícias > EUA propõem novas tarifas ao Brasil por supostas falhas no combate ao trabalho forçado

EconomiaPolítica

EUA propõem novas tarifas ao Brasil por supostas falhas no combate ao trabalho forçado

A proposta de tarifas adicionais de 12,5% ao Brasil integra um movimento mais amplo contra 60 países, após alegações de comércio injusto.

Última atualização: 3 de junho de 2026 15:25
Escrito por Gabriel Santos
Publicado 3 de junho de 2026
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4 min de leitura
EUA propõem novas tarifas ao Brasil por supostas falhas no combate ao trabalho forçado
EUA propõem novas tarifas ao Brasil por supostas falhas no combate ao trabalho forçado (Imagem: IA)

O governo dos Estados Unidos anunciou, em 2 de julho, a proposta de tarifas adicionais de 12,5% sobre as importações do Brasil, como parte de uma investigação sobre o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. Essa proposta afeta um total de 60 países e reflete uma crescente tensão nas relações comerciais entre Washington e Brasília, com alegações de que o Brasil não implementa medidas eficazes para impedir a importação de mercadorias provenientes dessa prática.

Contexto das novas tarifas

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) fundamentou sua decisão na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite a investigação e retaliação contra países que adotem práticas comerciais consideradas injustas. A investigação revelou que o Brasil e outros 59 países falharam em proibir e fiscalizar adequadamente a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados internos. A proposta de tarifa de 12,5% se soma a uma recomendação anterior de 25% sobre produtos brasileiros, resultando em uma possível taxação total de até 37,5%.

Reação do Governo Brasileiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a insatisfação do Brasil em relação às medidas dos Estados Unidos, afirmando que o país não deveria aceitar esse tipo de tratamento. Durante uma reunião ministerial, Lula ressaltou que o Brasil espera respeito nas relações internacionais e que não é inferior a outras nações. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também expressou seu descontentamento, destacando que o governo brasileiro já esperava essas sanções e que a postura dos EUA é incompatível com as regras da Organização Mundial do Comércio.

Divisão das tarifas propostas

Os EUA propuseram duas categorias de tarifas: uma de 10% para países que já possuem alguma forma de proibição, mas que não a aplicam efetivamente, como o Canadá, Equador e União Europeia; e 12,5% para aqueles que não implementaram regras suficientes, incluindo Brasil, China, Índia e Japão. A falha do Brasil em impor uma proibição legal efetiva contra a importação de produtos fabricados com trabalho forçado foi criticada pelos EUA, que argumentam que isso cria uma concorrência desleal para empresas americanas.

Impacto das novas tarifas

As tarifas propostas ainda passarão por um período de consulta pública, onde interessados podem comentar sobre as medidas até 6 de julho, com audiências públicas agendadas para 7 de julho. O impacto dessa nova política tarifária pode ser significativo, especialmente em um momento em que a economia global enfrenta desafios, como a alta dos preços do petróleo e um ambiente inflacionário crescente. Alguns produtos essenciais, como carne, café e certos tipos de frutas, foram isentos das novas tarifas, o que pode atenuar alguns efeitos sobre o comércio entre os EUA e o Brasil.

Respostas internacionais

A proposta de tarifas também gerou reações de outros países. A China, por exemplo, rejeitou as acusações dos EUA sobre trabalho forçado e criticou a política tarifária como uma forma de manipulação política. A União Europeia considerou as tarifas injustificadas, enfatizando que compartilha as preocupações sobre trabalho forçado.

ASSUNTOS:BrasilcomércioDestaqueEUATarifastrabalho forçado
FONTES:Diário de GoiásRevista VejaCN7GGNJornal de BrasíliaO SulForbes BrasilRevista AmanhãExtra FamososISTOÉO GloboOpera Mundi
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