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Página Inicial > Notícias > Senado derruba resolução que regulamentava aborto legal para menores

Política

Senado derruba resolução que regulamentava aborto legal para menores

Aprovado em votação rápida, projeto suspende diretrizes do Conanda sobre aborto.

Última atualização: 2 de junho de 2026 23:41
Escrito por Gabriel Santos
Publicado 2 de junho de 2026
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4 min de leitura
Senado derruba resolução que regulamentava aborto legal para menores
Senado derruba resolução que regulamentava aborto legal para menores (Imagem: IA)

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 2 de junho, um projeto de decreto legislativo que suspende os efeitos de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que regulamentava o acesso ao aborto legal para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A votação, realizada de forma simbólica, durou apenas 1 minuto e 42 segundos, sem debates ou registro nominal dos votos.

Detalhes do projeto e da resolução suspensa

A resolução do Conanda, em vigor desde janeiro de 2025, definia diretrizes para o atendimento a menores grávidas em decorrência de estupro, garantindo o direito à interrupção da gravidez sem a necessidade de boletim de ocorrência, autorização judicial ou comunicação aos responsáveis legais. Este protocolo visava facilitar o acesso ao aborto legal, considerando que a gestação em menores de 14 anos representa riscos à saúde física e mental das vítimas.

Tramitação e aprovação

O projeto, de autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ) e relatado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025. A votação no Senado ocorreu em regime de urgência e, logo após a aprovação na Comissão de Direitos Humanos, foi levada ao plenário, onde recebeu celeridade incomum, sem possibilidade de debate entre os senadores.

Reações e críticas

A decisão gerou reações negativas entre grupos de defesa dos direitos humanos, que argumentam que a suspensão da resolução pode resultar em maior burocracia e insegurança para as vítimas de violência. A senadora Damares Alves justificou a ação afirmando que a resolução ultrapassava as competências do Conanda, argumentando que o órgão não deveria criar direitos ou alterar normas já estabelecidas pela legislação.

Implicações da medida

Com a suspensão da resolução, os serviços de saúde que atendem crianças e adolescentes vítimas de violência sexual não terão mais as diretrizes que garantiam um atendimento rápido e humanizado. A falta de protocolos claros pode dificultar o acesso ao aborto legal, que continua a ser permitido em casos de estupro, risco de morte para a gestante e anencefalia, mas sem as orientações que facilitavam sua realização.

O que diz a legislação atual

A legislação brasileira permite o aborto legal em casos específicos, mas a resolução do Conanda buscava garantir que as vítimas tivessem acesso a essa opção de maneira menos burocrática. O novo cenário, após a derrubada da resolução, pode expor as vítimas a um ambiente de maior vulnerabilidade e menos proteção.

A norma do Conanda tinha como foco a proteção das menores, garantindo que elas pudessem decidir sobre suas gravidezes sem a necessidade de revitimização, ou seja, sem que fossem obrigadas a passar por múltiplos relatos do trauma sofrido.

Próximos passos

O projeto agora segue para promulgação pelo Congresso Nacional, sem a necessidade de sanção presidencial, devido ao seu caráter de decreto legislativo. A expectativa é que o Conanda revise suas diretrizes para se adequar à nova realidade legislativa.

ASSUNTOS:AbortoDestaqueDireitos HumanosPolíticaViolência Sexual
FONTES:Diário do Centro do MundoGGNES HojeJornal OpçãoO SulCampo Grande NewsJornal de BrasíliaBlog do BGRevista VejaO ImparcialBrasil de FatoA TardeRede Brasil Atual
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