O Brasil iniciou 2026 com um crescimento significativo de 1,1% em seu Produto Interno Bruto (PIB), totalizando R$ 3,3 trilhões no primeiro trimestre. Este resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é resultado do desempenho positivo em diversos setores, especialmente na agropecuária, que registrou um avanço de 2%.
Desempenho dos setores da economia
Além da agropecuária, o setor industrial cresceu 1%, enquanto os serviços tiveram uma leve alta de 0,5%. Comparado ao mesmo período do ano anterior, o PIB apresentou um crescimento de 1,8%, e no acumulado dos últimos quatro trimestres, a elevação foi de 2%.
Contribuições setoriais
Os dados mostram que a agropecuária, impulsionada por uma produção agrícola robusta e aumento da produtividade, foi fundamental para esses resultados. A produção de soja, que cresceu 4,8% em relação ao ano anterior, foi um dos principais destaques, enquanto culturas como milho e arroz enfrentaram quedas de 2,5% e 10,6%, respectivamente.
Setor industrial e de serviços
Entre os setores industriais, a extrativa mineral e a construção civil mostraram desempenhos positivos, com crescimentos de 3,6% e 2,9%, respectivamente. No entanto, a indústria de transformação se manteve estável, com um leve crescimento de 0,1%. No setor de serviços, que representa aproximadamente 70% da economia, destacaram-se as atividades de informação e comunicação (2,4%) e imobiliárias (1,2%).
Fatores influenciadores do crescimento
O crescimento do PIB foi impulsionado pelo aumento do consumo das famílias, que avançou 1% no trimestre, além de uma formação bruta de capital fixo que cresceu 3,5%. O consumo governamental também teve uma leve alta de 0,4%. No entanto, as exportações de bens e serviços diminuíram em 1,7%, enquanto as importações aumentaram 4,4%.
Expectativas futuras
A expectativa é que o crescimento se mantenha, impulsionado por políticas econômicas e aumento do crédito. Medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento do salário mínimo, aplicados no início de 2026, devem continuar a estimular a demanda.
