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Página Inicial > Notícias > Comissão conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura

Política

Comissão conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura

Relatório aponta que JK foi vítima da ditadura militar em 1976.

Última atualização: 29 de maio de 2026 23:40
Escrito por Gabriel Santos
Publicado 29 de maio de 2026
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2 min de leitura
Comissão conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura
Comissão conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura (Imagem: IA)

Uma nova reviravolta na história política brasileira ocorreu com a aprovação de um relatório pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), que declarou que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar em 1976. A conclusão foi obtida em uma votação realizada na manhã de sexta-feira (29), com seis votos a favor e uma abstenção.

Detalhes do relatório

O relatório, que agora será utilizado para retificar a certidão de óbito de Kubitschek, baseou-se em investigações anteriores, incluindo um inquérito do Ministério Público Federal (MPF) de 2019. A relatora do caso, Maria Cecília Adão, conduziu os trabalhos desde novembro de 2024 e destacou que a versão oficial, que atribuía a morte a um acidente automobilístico, foi desmantelada.

Revisão da versão oficial

O MPF afirmou que a principal premissa que sustentava a narrativa do acidente, a colisão de um ônibus na traseira do carro de Kubitschek, “jamais ocorreu”. Essa conclusão foi um dos pilares que levaram à reavaliação das circunstâncias da morte do ex-presidente, que havia sido considerada um dos eventos mais controversos da história brasileira.

Investigações anteriores

Embora a Comissão Nacional da Verdade tenha descartado a hipótese de um atentado, as Comissões da Verdade de São Paulo e Minas Gerais, assim como a Comissão Municipal de São Paulo, sustentaram a possibilidade de que a morte de Juscelino foi um ato político. Essa nova conclusão da CEMDP reacende o debate sobre o legado da ditadura militar e suas consequências na política brasileira.

Próximos passos

Com a aprovação do relatório, a CEMDP agora se encarregará de iniciar o processo de retificação da certidão de óbito de Juscelino, conforme estabelece a Resolução 601/2024 do Conselho Nacional de Justiça. Este passo é fundamental para reescrever a narrativa oficial sobre a morte do ex-presidente e, possivelmente, para trazer à tona novas discussões sobre a história da ditadura militar no Brasil.

ASSUNTOS:CEMDPDestaqueditadura militarhistória do BrasilJuscelino Kubitschek
FONTES:O HojeConJurBhazDiário do Rio DoceJovem Pan NewsSul21BPMoneyTribuna Online
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