Nesta terça-feira, 26, a Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Compliance Zero, focando em possíveis irregularidades relacionadas ao ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e à gestão do Fundo Único de Previdência Social do estado, conhecido como Rioprevidência. A operação é um desdobramento de investigações anteriores que apontam para o desvio de cerca de R$ 3 bilhões em aplicações feitas no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central devido a fraudes financeiras.
Investigações sobre o Banco Master
As investigações indicam que entre 2023 e 2025, o Rioprevidência realizou investimentos de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master e, posteriormente, aportou R$ 2,01 bilhões em fundos administrados pela instituição. A suspeita é de que esses investimentos foram realizados em desacordo com as políticas de aplicação conservadora exigidas para fundos previdenciários.
Ações da Polícia Federal
Durante a operação, a PF cumpriu dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, incluindo a residência de Cláudio Castro, onde foram apreendidos dois celulares. A investigação também abrange outros ex-dirigentes do Rioprevidência, como Deivis Marcon Antunes, ex-presidente da autarquia, e outros responsáveis pelas aplicações irregulares.
Possíveis crimes investigados
As suspeitas levantadas pela operação incluem crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta, desvio de recursos, e corrupção passiva. O envolvimento de Cláudio Castro nas operações é investigado sob a alegação de que ele teria exercido influência para viabilizar os aportes financeiros.
Repercussão política e judicial
A operação reascende o debate sobre a gestão dos recursos previdenciários e a transparência nas aplicações feitas por fundos públicos. Castro, que renunciou ao cargo em março para concorrer ao Senado, já foi declarado inelegível até 2030 por abuso de poder político. Sua defesa ainda não se manifestou sobre as novas acusações.
Desdobramentos futuros
Com as investigações em andamento, a expectativa é que novos desdobramentos ocorram, incluindo possíveis novas fases da operação e a ampliação do cerco a outros envolvidos no esquema de desvio de recursos.
