O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, se reuniu nesta terça-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. O encontro, que ocorreu em um momento delicado da pré-campanha de Flávio, teve como foco a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, além de discutir aspectos sobre segurança pública e parcerias estratégicas entre Brasil e EUA.
Pedido de classificação das facções como terroristas
Durante a reunião, Flávio Bolsonaro solicitou a Trump que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam oficialmente reconhecidos como organizações terroristas. Ele enfatizou que enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tenta evitar essa classificação, seu pedido reflete uma postura oposta, buscando desmantelar o controle das facções sobre determinadas áreas do Brasil.
Impacto político e críticas ao governo Lula
Flávio também fez críticas ao governo Lula, alegando que este se alinhou com traficantes ao não apoiar a classificação das facções como terroristas. O senador afirmou que sua proposta visa não só a segurança pública, mas também a proteção de cidadãos que vivem sob domínio dessas organizações. Em contrapartida, as autoridades brasileiras alertam que tal classificação poderia abrir precedentes para intervenções militares.
A agenda do encontro
Além da questão das facções, Flávio Bolsonaro discutiu com Trump a possibilidade de inclusão do Brasil no “Escudo das Américas”, uma coalizão proposta pelos EUA para combater o crime organizado na América Latina. O senador destacou que, se eleito, essa seria uma prioridade em sua administração, buscando fortalecer laços com países democráticos e aliados na região.
Repercussão do encontro
O encontro foi amplamente divulgado nas redes sociais, com Flávio postando uma foto ao lado de Trump, o que gerou reações diversas no Brasil. A visita é vista como uma tentativa do senador de recuperar prestígio político em meio a escândalos recentes, envolvendo sua campanha e ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Críticas à Embaixada do Brasil
Após a reunião, Flávio Bolsonaro criticou a Embaixada do Brasil nos EUA por não ter cedido espaço para que ele falasse com a imprensa. Ele alegou que a embaixada age como uma extensão partidária do PT, o que levantou discussões sobre a imparcialidade das instituições brasileiras.
No geral, a visita de Flávio a Trump e as discussões sobre segurança e cooperação bilateral sinalizam uma estratégia mais ampla de reposicionamento político do senador, à medida que se aproxima as eleições de 2026.
