Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada na última sexta-feira (22), revela uma mudança significativa no cenário eleitoral de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 47% das intenções de voto contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno. Essa pesquisa é a primeira realizada integralmente após a divulgação de áudios que revelam conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, levantando questionamentos sobre a relação do senador com o financiamento de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mudanças nas intenções de voto
Comparando com a pesquisa anterior, onde Lula e Flávio estavam empatados em 45%, a nova sondagem mostra uma queda de quatro pontos percentuais para o senador, que agora tem 43%. No primeiro turno, Lula também ampliou sua vantagem, passando de 38% para 40%, enquanto Flávio caiu de 35% para 31%. Essa alteração é vista como um reflexo do impacto negativo das revelações sobre a ligação de Flávio com Vorcaro.
Rejeição e cenário atual
A pesquisa também destacou um aumento na rejeição a Flávio Bolsonaro, que passou de 43% para 46%, enquanto a rejeição a Lula caiu de 47% para 45%. Esse cenário de rejeição crescente é uma preocupação para a campanha do senador, que enfrenta a desconfiança de aliados e membros do Centrão. Apesar disso, o entorno de Flávio acredita que sua candidatura ainda é viável e que os votos perdidos podem ser recuperados.
Expectativas para o futuro
Os aliados de Flávio minimizam a queda nas intenções de voto e consideram que a movimentação do eleitorado pode ser revertida. Eles apontam que a transferência de votos para outros candidatos da direita não ocorreu na magnitude esperada, o que pode indicar uma resiliência do eleitorado bolsonarista. Além disso, a pesquisa também avaliou o desempenho da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que teve uma aceitação semelhante à de Flávio em simulações.
Avaliação da situação atual
A avaliação do governo Lula, que mostra uma melhora na percepção pública, pode estar contribuindo para a estabilização do apoio ao senador Flávio. A taxa de aprovação do governo caiu de 46% para 41% no mesmo período, indicando uma recuperação gradual, o que pode influenciar a dinâmica da corrida eleitoral.
Conclusão
Embora a situação atual apresente desafios significativos para Flávio Bolsonaro, sua equipe acredita que a candidatura ainda possui potencial competitivo. A próxima etapa será crucial para determinar se ele conseguirá recuperar a confiança do eleitorado e reverter a tendência de queda nas pesquisas.
