Em um encontro bilateral realizado em Pequim, os presidentes da Rússia e da China, Vladimir Putin e Xi Jinping, fortaleceram suas relações ao assinar 42 acordos de cooperação, abrangendo áreas como energia, infraestrutura e governança global. A reunião, ocorrida em 20 de maio, também teve como pano de fundo críticas contundentes à estratégia militar dos Estados Unidos, especialmente em relação ao projeto do escudo antimísseis conhecido como ‘Domo de Ouro’.
Críticas aos EUA e defesa da ordem multipolar
Putin e Xi afirmaram que o escudo antimísseis americano representa uma ameaça à estabilidade global, pois busca criar uma defesa ilimitada para neutralizar adversários, rompendo o equilíbrio entre forças ofensivas e defensivas. Além disso, os líderes condenaram a política dos EUA, que permitiu a expiração do tratado nuclear Novo START sem um novo acordo.
Acordos e cooperação estratégica
Entre os acordos assinados, destacam-se aqueles que visam aprofundar a colaboração em diversos setores, incluindo comércio, indústria e inovação. Essa aproximação acontece em um momento de crescente tensão geopolítica, especialmente em relação às ações dos EUA no cenário internacional, e reflete a busca de Moscou e Pequim por uma governança global mais justa.
Posicionamento sobre conflitos e a América Latina
Durante a reunião, Xi Jinping também manifestou a necessidade de um cessar-fogo urgente em conflitos como o do Irã, e reafirmou a importância de respeitar a autonomia dos países da América Latina e do Caribe, considerando essa região como uma zona de paz. Os líderes condenaram ainda a interferência externa nos assuntos internos desses países, defendendo seus direitos de escolha de desenvolvimento.
Relações bilaterais fortalecidas
A visita de Putin a Pequim também celebra os 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável, que simboliza a parceria estratégica entre Rússia e China. Ambos os líderes concordaram que a cooperação bilateral será vital para a estabilização global, especialmente em um contexto de crescente unilateralismo e desafios no cenário internacional.
Implicações globais da aliança
A relação entre Rússia e China, conforme destacado por especialistas, é vista como uma resposta às pressões e sanções impostas pelo Ocidente, particularmente pelos Estados Unidos. Essa aliança, reforçada durante a visita de Putin, pode ter implicações significativas nas dinâmicas de poder globais, especialmente em áreas como a segurança internacional e a economia.
