A editora Anna Wintour e a atriz Meryl Streep protagonizam a edição de maio da Vogue americana. Em uma matéria intitulada sobre o encontro entre a editora e a personagem Miranda Priestly, a dupla reflete sobre o impacto da moda, o envelhecimento e os bastidores da continuação do filme O Diabo Veste Prada, que tem estreia prevista para o dia 30 de abril no Brasil.
Bastidores e a sequência do filme
Durante a entrevista conduzida por Greta Gerwig, Meryl Streep revelou que, ao retomar a icônica personagem vinte anos depois, buscou inspiração na própria Anna Wintour para compor a postura de Miranda. A editora, por sua vez, contou que entrou em contato com a atriz assim que surgiram os primeiros rumores sobre a produção da sequência, demonstrando total confiança na parceria.
Na nova trama, a editora da revista Runway enfrenta um cenário de mercado transformado, marcado pela ascensão de influenciadores digitais e pela crise da mídia impressa. O desafio profissional de Miranda se intensifica ao ter que lidar com Emily Charlton, que agora ocupa uma posição de poder em um grupo de luxo, gerando um embate direto por verbas publicitárias.
Reflexões sobre carreira e maturidade
Tanto Wintour quanto Streep, ambas aos 76 anos, destacaram a importância da experiência profissional. A editora global da Vogue ressaltou que a idade traz um senso de equilíbrio e proporção, permitindo enxergar as falhas da vida com mais clareza. Meryl Streep reforçou essa visão, enfatizando que a chave para a vitalidade reside em manter o desejo constante de explorar novos caminhos e superar desafios.
Referências icônicas
A promoção do novo filme também relembrou momentos marcantes do original. Recentemente, a atriz homenageou o famoso monólogo do azul cerúleo ao utilizar um suéter feito sob medida pela marca J.Crew em uma aparição na televisão. A peça, confeccionada em cashmere, serviu como uma referência direta à cena clássica de 2006, reforçando o impacto cultural que a produção mantém duas décadas após o lançamento.
Embora o público tenha associado historicamente a personagem Miranda Priestly a Anna Wintour, Meryl Streep esclareceu em outras ocasiões que a construção daquela chefe autoritária também bebeu de fontes como o cineasta Mike Nichols e o ator Clint Eastwood, unindo o humor astuto de um com a autoridade contida do outro.
