O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira no Palácio do Planalto, que Geraldo Alckmin permanecerá como seu candidato a vice-presidente na chapa que disputará a reeleição em outubro. O anúncio encerra especulações sobre possíveis mudanças na composição da chapa e reforça a aliança entre o PT e o PSB.
Desincompatibilização e mudanças na Esplanada
A oficialização da chapa coincide com o período de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. Para concorrer ao pleito, ocupantes de cargos no Executivo devem deixar suas funções até o dia 4 de abril, prazo limite para garantir a igualdade entre os candidatos e evitar o uso da máquina pública. Geraldo Alckmin, que chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, precisará se afastar do posto ministerial para se dedicar integralmente à campanha.
O evento no Palácio do Planalto marcou a saída formal de pelo menos 14 ministros que pretendem disputar cargos eletivos nas próximas eleições. A expectativa do governo é que o número total de baixas no primeiro escalão chegue a 18 nos próximos dias. Para minimizar os impactos dessa transição, o presidente Lula sinalizou que a preferência é pela continuidade das políticas públicas em curso.
Continuidade na gestão
Em vez de promover uma reforma ampla com novos nomes, a estratégia adotada pelo governo prioriza a nomeação de secretários-executivos para assumir as pastas deixadas pelos ministros. Um exemplo dessa transição é o Ministério da Fazenda, onde Dario Durigan assume o comando após a saída de Fernando Haddad, que será candidato ao governo de São Paulo. A orientação do presidente é que as novas lideranças foquem na conclusão dos projetos iniciados, evitando a interrupção de programas vigentes até o final do mandato.
