O acionista da SAF do Botafogo, John Textor, rompeu o silêncio nesta terça-feira para contestar alegações de descumprimento contratual feitas por membros do clube social. Em entrevista à ESPN, o empresário reforçou que a gestão financeira do clube segue padrões normais de mercado e que a empresa cumpriu com todos os aportes financeiros previstos antes mesmo dos prazos estabelecidos.
Diferenças em relação ao caso Vasco
Ao abordar as tensões internas, Textor fez uma comparação direta com a situação enfrentada pelo Vasco da Gama, que lidou com problemas graves após a parceria com a empresa 777 Partners. O investidor enfatizou que o cenário no Botafogo é distinto e que não existe qualquer quebra de acordo, garantindo que a administração tem autonomia para tomar decisões de caixa visando a sustentabilidade e os resultados esportivos conquistados.
Impasses com o clube social
O empresário demonstrou insatisfação com a postura de certos dirigentes do clube social, que, segundo ele, criticam a falta de recursos enquanto bloqueiam judicialmente a entrada de novas receitas. Textor questionou a lógica de travar cerca de 34 milhões em verbas de transferências e, simultaneamente, reclamar de dificuldades financeiras, classificando a atual postura do grupo como um obstáculo para o desenvolvimento da instituição.
Busca por diálogo e solução
Apesar do clima tenso, o dono da SAF acredita que possui aliados dentro da estrutura do clube social. Ele planeja realizar reuniões nas próximas semanas para esclarecer os fatos e buscar uma mudança de posicionamento do conselho. O objetivo é que o clube social deixe de ser um entrave e passe a colaborar com a assinatura de documentos essenciais para a captação de novos investimentos saudáveis ao projeto botafoguense.
