Com a proximidade do prazo final para a saída de cargos públicos visando a disputa eleitoral de outubro, ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm intensificado a presença em suas bases políticas. Cerca de 18 titulares devem deixar suas pastas até o dia 4 de abril para concorrer a cargos no Legislativo ou Executivo, cumprindo a legislação eleitoral vigente.
Maratona de entregas e compromissos regionais
A estratégia adotada pelos auxiliares envolve a participação ativa em inaugurações, anúncios oficiais e eventos de entrega de obras públicas. Na Bahia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, priorizou compromissos ligados ao Novo PAC em cidades como Salvador e Itabuna. O ex-governador, que pretende disputar uma vaga no Senado, deve encerrar suas atividades no ministério com um ato ao lado do presidente Lula.
Outros nomes do governo também concentraram esforços em seus estados. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, realizou uma série de visitas por municípios paulistas com foco em fortalecer a agricultura familiar. Já o titular do Esporte, André Fufuca, percorreu cidades do Maranhão, como Chapadinha e Timon, para inaugurar infraestruturas esportivas. No Pará, Jader Filho, das Cidades, acelerou a entrega de milhares de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, recebendo orientações diretas do Planalto para maximizar as entregas antes da desincompatibilização.
Transição e organização interna
Além dos citados, ministros como Gleisi Hoffmann, Renan Filho e Waldez Góes também reforçaram agendas em suas regiões de origem. Para assegurar a continuidade das ações governamentais, o presidente convocou uma reunião no Palácio do Planalto para o dia 31. O encontro visa formalizar a transição entre os ministros que saem e os novos sucessores, focando na apresentação de resultados e na manutenção do ritmo das atividades administrativas após a mudança no primeiro escalão.
