O deputado federal Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke formalizaram, na última sexta-feira, uma notícia de fato junto à Polícia Federal contra o deputado federal Alfredo Gaspar. O parlamentar, que atua como relator da CPMI do INSS, é alvo de graves acusações envolvendo suposto estupro de vulnerável e fraude processual.
Detalhes da denúncia apresentada
A representação aponta que o crime teria ocorrido em Alagoas, quando a suposta vítima tinha 13 anos de idade. O relato indica que o abuso resultou em uma gravidez e que a criança, atualmente com 8 anos, teria sido registrada formalmente como filha da avó, ocultando a identidade dos pais biológicos. Os parlamentares entregaram aos investigadores documentos e registros de conversas que sustentariam a narrativa.
Suspeita de suborno
Além do crime de estupro de vulnerável, a notícia-crime menciona tentativas de obstrução à justiça. Segundo os denunciantes, teriam ocorrido pagamentos no valor de R$ 70 mil, com promessas de novos repasses que totalizariam R$ 400 mil. O objetivo dessas transações seria garantir o silêncio da vítima e de seus familiares, evitando que o caso fosse levado às autoridades competentes.
Defesa de Alfredo Gaspar
Alfredo Gaspar refutou categoricamente as alegações, classificando-as como falsas e irresponsáveis. Em sua defesa, o deputado exibiu um vídeo no qual uma jovem, apontada como a suposta vítima, nega ter sido fruto de violência sexual. Na gravação, a mulher afirma ser filha de um relacionamento consensual entre uma ex-empregada doméstica e um primo do parlamentar, negando qualquer vínculo ou conhecimento sobre Gaspar.
O relator da CPMI argumentou que a denúncia é uma estratégia para desviar o foco de seu trabalho na comissão e afirmou que buscará reparação judicial contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, além de acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra os parlamentares.
