O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na noite de terça-feira (24), tornar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, inelegível por um período de oito anos. A decisão foi consolidada após um placar de 5 votos a 2, com os magistrados reconhecendo a prática de abuso de poder político e econômico durante o pleito de 2022.
Motivação do julgamento
A condenação é resultado de investigações iniciadas após denúncias do Ministério Público Eleitoral e da coligação que apoiou Marcelo Freixo. O processo focou no uso indevido da máquina pública, destacando contratações irregulares realizadas por meio da Fundação Ceperj e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Segundo a acusação, cerca de 27 mil cargos temporários teriam sido utilizados para favorecer a campanha de reeleição de Castro.
Estratégia de renúncia e desdobramentos
Na tentativa de interromper o julgamento, Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador um dia antes da sessão. No entanto, a manobra não impediu a continuidade do processo nem a aplicação da sanção. Com a saída definitiva de Castro e a vacância dos cargos de vice-governador e do presidente da Assembleia Legislativa, o comando do Executivo fluminense passou interinamente ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto.
Próximos passos
Após a decisão, Castro manifestou inconformismo com o veredito e reforçou sua intenção de recorrer às instâncias superiores. O ex-governador, que pretendia disputar uma vaga no Senado, agora enfrenta o desafio jurídico para tentar reverter a inelegibilidade que o afasta das urnas até 2030. Enquanto isso, o estado do Rio de Janeiro deverá passar por uma eleição indireta para definir o nome que comandará o governo até o pleito de outubro.
