O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, formaliza sua saída do comando do Executivo estadual nesta segunda-feira. A cerimônia de despedida está agendada para o final da tarde, no Palácio Guanabara. O movimento ocorre em um momento crítico, um dia antes da retomada do julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, que analisa ações contra o político por suposto abuso de poder econômico e político durante o pleito de 2022.
Estratégia jurídica contra a cassação
A renúncia é vista como uma manobra para evitar uma possível condenação que resultaria na perda definitiva do mandato e na inelegibilidade por oito anos. Até o momento, o julgamento na Corte Eleitoral registrava dois votos favoráveis à cassação. As investigações centram-se na contratação atípica de aproximadamente 27 mil servidores temporários por meio da Fundação Ceperj e da Uerj, conduta que teria sido utilizada para favorecer a reeleição de Castro.
Sucessão e novas eleições
A vacância no governo do Rio de Janeiro apresenta um cenário atípico na linha de sucessão. Com a renúncia prévia do vice-governador Thiago Pampolha para assumir um posto no Tribunal de Contas do Estado e o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, por determinação do Supremo Tribunal Federal, o comando do estado ficará interinamente com o desembargador Ricardo Couto, atual presidente do Tribunal de Justiça fluminense.
Eleições indiretas
Caberá a Ricardo Couto a responsabilidade de organizar um processo de eleição indireta. Os deputados estaduais serão responsáveis por escolher o nome que governará o Rio de Janeiro até janeiro de 2027. Caso consiga preservar seus direitos políticos com a saída antecipada, Claudio Castro planeja lançar sua candidatura ao Senado nas eleições marcadas para este ano.
