Com uma trajetória de 4.827 dias à frente da administração municipal do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) oficializou sua saída do cargo. O político encerra sua passagem pela prefeitura visando uma nova candidatura ao governo do estado, marca que atinge pela terceira vez em sua trajetória pública.
Legado de transformações urbanas
A marca deixada pelo gestor ao longo de seus quatro mandatos é associada a mudanças significativas na paisagem urbana da cidade. Entre as iniciativas mais citadas estão a demolição do Elevado da Perimetral, a revitalização da Zona Portuária através do Boulevard Olímpico e a criação de parques públicos nas zonas Norte e Oeste. Além disso, o programa Reviver buscou incentivar a reocupação da região central do Rio.
Desafios para a gestão de Eduardo Cavaliere
A transição transfere para o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, pendências importantes que impactam o cotidiano da população. Entre elas, destaca-se a necessidade de reduzir as filas para consultas e cirurgias na rede pública de saúde, uma promessa de campanha que não foi totalmente concretizada. O novo comando também enfrentará críticas recorrentes sobre a desordem urbana, que incluem problemas com iluminação pública, conservação de vias e fiscalização de estacionamentos irregulares.
Mobilidade e infraestrutura
A mobilidade urbana representou um dos maiores obstáculos financeiros e logísticos nas gestões recentes. Após o período de restrições orçamentárias pós-2016, a prefeitura focou na recuperação do sistema de BRTs e na finalização da Transbrasil, inaugurada com anos de atraso. O novo sistema de bilhetagem Jaé e a reestruturação das linhas de ônibus também fazem parte de um processo de reorganização que permanece em estágio inicial. Projetos como o VLT da Zona Sul, apesar de revisitados, não avançaram dentro do prazo esperado.
