O ex-presidente Jair Bolsonaro mantém um quadro de evolução clínica e laboratorial positiva nas últimas 24 horas, conforme boletim médico divulgado nesta quinta-feira (19). Apesar da melhora, ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, sem data definida para a alta hospitalar.
Detalhes do tratamento médico
Bolsonaro está hospitalizado desde o dia 13 de março, após apresentar um quadro de pneumonia bacteriana bilateral. A condição foi desencadeada por um episódio de broncoaspiração enquanto o ex-presidente estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. A equipe médica responsável pelo caso reforçou que o tratamento segue rigorosamente com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e sessões regulares de fisioterapia respiratória e motora.
Movimentações jurídicas e histórico de saúde
A defesa de Jair Bolsonaro tem utilizado o atual estado de saúde do ex-presidente como argumento central em novas petições enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados buscam a concessão de prisão domiciliar, alegando que o ambiente hospitalar e, posteriormente, um domiciliar, seriam mais adequados para a recuperação do paciente, dado o histórico recente de intercorrências de saúde durante o cumprimento da pena por tentativa de golpe de Estado.
Desafios anteriores
Desde que iniciou o cumprimento da pena, Bolsonaro enfrentou outros episódios de mal-estar, incluindo quedas de pressão, tonturas e um incidente em janeiro deste ano, quando sofreu um ferimento na cabeça após um acidente em sua cela. Embora a defesa reitere preocupações com a fragilidade física do detento, decisões anteriores do ministro Alexandre de Moraes, amparadas por juntas médicas da Polícia Federal, mantiveram o ex-presidente sob custódia no sistema prisional, sob o entendimento de que a unidade possui suporte médico adequado.
