O treinador Tite encerrou oficialmente seu ciclo no Cruzeiro após uma breve passagem de três meses. A decisão da diretoria ocorreu logo após o empate em 3 a 3 contra o Vasco, realizado no Mineirão, resultado que manteve a equipe na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Com apenas três pontos somados em seis rodadas, o clube mineiro ocupa atualmente a 19ª colocação na tabela, somando três empates e três derrotas até o momento.
Mudanças na comissão técnica e interinidade
Além do técnico principal, a saída do Cruzeiro incluiu os auxiliares Matheus Bachi e Vinicius Bergantin, bem como o preparador físico Fabio Mahseredjian. Para suprir a lacuna deixada na comissão técnica, o auxiliar permanente Wesley Carvalho assume o comando da equipe de forma interina. O próximo desafio da Raposa será diante do Athletico-PR, em partida agendada para a próxima quarta-feira na Arena da Baixada.
Contraste entre títulos e desempenho no Brasileirão
A demissão acontece de forma repentina, considerando que há apenas uma semana o treinador havia conduzido o clube à conquista do Campeonato Mineiro. Durante o estadual, o desempenho do time sob sua liderança registrou oito vitórias e três derrotas em 11 confrontos. Contudo, a diretoria optou pela interrupção do trabalho devido à queda de rendimento e à pressão acumulada pela torcida no início da competição nacional.
Novos rumos para o treinador
Livre no mercado desde o último domingo, o treinador manifestou o desejo de não aceitar novos compromissos no futebol brasileiro neste momento. O foco principal de sua equipe de trabalho está direcionado para o mercado internacional, com preferência por propostas vindas de clubes do Oriente Médio. Tite havia assumido a equipe mineira no final de 2025, sucedendo o português Leonardo Jardim.
Cenário de trocas no futebol nacional
A saída de Tite reforça uma tendência de alta rotatividade no comando técnico das equipes brasileiras. Ele se torna o sexto treinador demitido nas primeiras semanas da temporada 2026, juntando-se a uma lista que inclui nomes como Fernando Diniz, Jorge Sampaoli e Filipe Luís.
