A deputada federal Gorete Pereira, filiada ao MDB do Ceará, tornou-se alvo da Operação Indébito, um desdobramento de uma investigação maior conduzida pela Polícia Federal sobre irregularidades em benefícios previdenciários. O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, determinou que a parlamentar utilize tornozeleira eletrônica, além de impor restrições como a proibição de contato com outros investigados e a impossibilidade de deixar o país.
Detalhes da investigação
O esquema sob apuração envolve a realização de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social entre 2019 e 2024. Segundo as autoridades, o montante desviado supera a marca de 6 bilhões de reais. A Polícia Federal aponta que a deputada atuava como uma articuladora política, utilizando sua influência para agilizar o credenciamento de entidades associativas junto ao órgão previdenciário e à Dataprev.
Medidas judiciais e defesas
Embora a Polícia Federal tenha solicitado a prisão preventiva da parlamentar, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal optou por medidas cautelares alternativas, citando a necessidade de respeitar a imunidade parlamentar prevista na Constituição. Em contrapartida, foram decretadas as prisões preventivas de Cecília Rodrigues Mota e Natjo de Lima Pinheiro, apontados como operadores centrais na gestão financeira e operacional das fraudes.
Posicionamento da parlamentar
Em nota oficial, Gorete Pereira refutou as acusações, declarando que não cometeu qualquer ilícito e que sua trajetória de quatro décadas na vida pública é pautada pela integridade. A defesa da deputada informou que está analisando o teor da decisão judicial para tomar as medidas cabíveis, reafirmando o compromisso da parlamentar com a legalidade e a transparência.
Evidências encontradas
Documentos e planilhas apreendidos pela Polícia Federal indicam o recebimento de valores expressivos pela deputada, incluindo registros de pagamentos nominais que totalizam centenas de milhares de reais. As investigações sugerem que o esquema utilizava empresas de fachada e associações para ocultar a origem dos recursos desviados dos beneficiários do INSS, contando com uma rede de contatos que incluía servidores públicos.
