O cinema brasileiro encerrou sua participação na edição de 2026 do Oscar sem levar nenhum troféu para casa. O longa-metragem O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, chegou à premiação com grandes expectativas após uma campanha internacional de destaque, mas acabou superado em todas as quatro categorias nas quais concorria.
Uma trajetória de indicações históricas
A obra disputou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco. Com essas quatro indicações, o filme se tornou a produção brasileira a alcançar o maior número de nomeações em uma única edição da Academia, consolidando um marco importante para a cinematografia do país.
Disputas acirradas nas categorias principais
Na categoria de Melhor Filme Internacional, o Brasil foi superado pelo drama norueguês Valor Sentimental, dirigido por Joachim Trier. Já na disputa de Melhor Ator, Wagner Moura, que recebeu elogios da crítica por sua interpretação do professor Marcelo, viu a estatueta ser entregue a Michael B. Jordan pelo trabalho no filme Pecadores. O prêmio de Melhor Direção de Elenco, categoria que estreou nesta edição, foi destinado ao filme Uma Batalha Após a Outra, que também conquistou o título de Melhor Filme da noite.
Reconhecimento prévio e presença brasileira
Antes de chegar ao palco do Teatro Dolby, em Los Angeles, O Agente Secreto já havia demonstrado força no cenário global ao ser premiado no Globo de Ouro como Melhor Filme em Língua Estrangeira, além de ter garantido a vitória de Wagner Moura como Melhor Ator em Filme de Drama. A cerimônia do Oscar contou com a presença de diversos nomes brasileiros, incluindo o diretor Kleber Mendonça Filho, a produtora Emilie Lesclaux e os atores Maria Fernanda Cândido e Alice Carvalho. O fotógrafo Adolpho Veloso também representou o país na disputa de Melhor Fotografia pelo longa norte-americano Sonhos de Trem, mas o prêmio ficou com a equipe de Pecadores.
