A seleção brasileira vive um momento decisivo nesta segunda-feira, com a divulgação da convocação final para os amistosos diante da França e da Croácia, marcados para os dias 26 e 31 de março nos Estados Unidos. Esta lista é vista como o teste derradeiro para o treinador Carlo Ancelotti consolidar o elenco que buscará o título mundial em 2026.
Dúvidas e lacunas no elenco
Embora uma base de aproximadamente dois terços da equipe esteja definida, Ancelotti ainda enfrenta dilemas importantes. Na lateral-direita, a lesão de Vanderson abriu uma lacuna que pode forçar o treinador a improvisar zagueiros como Éder Militão ou Danilo na posição. No meio-campo, a busca por um volante reserva e a dependência técnica de Lucas Paquetá na armação continuam sendo pontos de atenção.
A indefinição sobre Neymar
Um dos temas recorrentes é a situação de Neymar, que ainda não foi utilizado pelo treinador italiano desde sua chegada. O atleta, que lida com histórico recente de lesões, não se apresentou para uma observação direta em partida do Santos, o que gerou críticas. O jogador manifestou publicamente a dificuldade de equilibrar sua condição física com as expectativas externas, enquanto a concorrência no ataque, composta por nomes como Estevão, Vinicius Junior e Matheus Cunha, segue em alta.
A busca pelo camisa 9
Alternativas para o ataque
A carência de um centroavante clássico é uma realidade no esquema de quatro homens de frente adotado pela equipe. Enquanto João Pedro vive boa fase, outros nomes como Endrick, em destaque no Lyon, e Igor Jesus, do Nottingham Forest, surgem como opções. A possível insistência de Ancelotti em Richarlison também é um ponto de interrogação, visto que o atacante do Tottenham não mantém o mesmo desempenho de ciclos passados com a camisa da seleção.
