O Papa Leão XIV utilizou a oração do Angelus, realizada neste domingo na Cidade do Vaticano, para pedir o encerramento dos combates no Oriente Médio. O líder religioso condenou a violência que tem atingido escolas, hospitais e áreas residenciais, destacando o impacto devastador sobre a população civil e o grande número de pessoas forçadas a abandonar seus lares.
Contexto do conflito armado
A escalada militar teve início em 28 de fevereiro, desencadeada por uma operação coordenada entre Washington e Tel Aviv que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Desde então, o conflito se intensificou, expandindo-se para diversos países da região, incluindo Líbano, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
Impactos humanitários e tensões regionais
Dados indicam que mais de 1.200 civis perderam a vida no Irã, enquanto a Casa Branca confirmou o falecimento de sete soldados americanos. Paralelamente, o grupo Hezbollah, aliado de Teerã, tem mantido confrontos diretos com Israel, resultando em centenas de mortes adicionais em território libanês. Recentemente, a situação se agravou com a queda de estilhaços de mísseis iranianos próximos a instalações diplomáticas dos Estados Unidos em Israel.
Posicionamento das lideranças
Após a morte de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei foi escolhido pelo conselho iraniano como o novo líder supremo, decisão que gerou críticas do ex-presidente Donald Trump. Enquanto isso, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, negou ataques a alvos civis e propôs a criação de um comitê de investigação regional para apurar os danos causados, ao mesmo tempo em que a Guarda Revolucionária do Irã emitiu ameaças contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
