O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que sua saída do cargo está condicionada à decisão sobre sua participação em uma viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos. Haddad revelou que manterá uma reunião com Lula para discutir o assunto e alinhar os detalhes sobre essa possível deslocação, que tem previsão para ocorrer entre os dias 15 e 20 de março, embora ainda não tenha confirmação oficial.
Desde o final de 2025, Haddad vem manifestando a intenção de deixar o ministério para se dedicar à campanha de reeleição do presidente Lula. Inicialmente, cogitou deixar a pasta ainda em fevereiro, mas a decisão foi adiada para meados de março. O ministro também pretende concluir estudos importantes antes de sair, como os relacionados ao financiamento da proposta de tarifa zero no transporte público, que deve ser apresentada até abril, além da regulamentação da tributação sobre criptoativos.
Planejamento da saída e sucessão na Fazenda
A saída de Haddad está diretamente relacionada à possibilidade de integrar a comitiva presidencial na viagem aos Estados Unidos. Caso ele acompanhe Lula, a data de saída será diferente daquela caso ele permaneça no Brasil. O nome mais cotado para substituir Haddad no Ministério da Fazenda é o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan. Com essa movimentação, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, deve assumir a secretaria-executiva.
Pressões políticas e futuras candidaturas
Apesar de Haddad ter negado publicamente a intenção de concorrer nas eleições deste ano, há pressão dentro do Partido dos Trabalhadores para que ele dispute o governo do estado de São Paulo ou uma vaga no Senado. Fontes próximas indicam que o presidente Lula é um dos principais apoiadores da possível candidatura de Haddad ao governo paulista. Essa possibilidade tem gerado preocupações entre dirigentes de partidos de centro-direita no estado.
Medidas econômicas recentes defendidas por Haddad
Além dos temas relacionados à sua saída do ministério, Haddad também tem atuado na área econômica. Nesta semana, defendeu o aumento do Imposto de Importação sobre 1.252 produtos, incluindo celulares, televisores, computadores e equipamentos utilizados em data centers, como CPUs. Essa medida integra a estratégia do governo para proteção da indústria nacional e ajuste da balança comercial.
