A escola de samba Portela anunciou oficialmente o retorno do carnavalesco Paulo Barros para o Carnaval de 2027. O artista, que não assinou nenhum desfile neste ano, volta a comandar a comissão de Carnaval da tradicional agremiação azul e branca, com a missão de retomar o caminho do sucesso e disputar o título do Grupo Especial.
Paulo Barros teve sua trajetória iniciada na escola Vizinha Faladeira e ganhou projeção nacional ao assumir a Unidos da Tijuca entre 2004 e 2006, período em que chamou atenção com desfiles marcantes, incluindo o famoso carro do DNA. Com a Tijuca, conquistou três campeonatos no Grupo Especial, nos anos de 2010, 2012 e 2014, se firmando como um dos principais nomes do Carnaval moderno.
Além da Unidos da Tijuca, Barros passou por outras escolas como Unidos do Viradouro, Paraíso do Tuiuti e Unidos de Vila Isabel, acumulando experiência e títulos. Em 2016, chegou à Portela e obteve o terceiro lugar com o enredo “No voo da águia, uma viagem sem fim…”. No ano seguinte, assinou o enredo que quebrou um jejum de 33 anos sem títulos da escola no Grupo Especial, intitulado “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar…”, que abordou a história do Rio de Janeiro conectando geografia, memória afetiva e cotidiano.
Nova fase na Portela
O retorno de Paulo Barros à Portela marca uma nova etapa para a escola, que busca retomar a força e a tradição no desfile do Carnaval carioca. O carnavalesco expressou a emoção de voltar após quase dez anos e ressaltou o compromisso de sua equipe em trabalhar com dedicação e união para levar a agremiação a um novo ciclo de conquistas.
Para o presidente da Portela, Junior Escafura, o retorno de Barros é fundamental para reforçar o posicionamento da escola na briga pelo campeonato. Escafura destacou a experiência do carnavalesco, sua liderança e conhecimento da comunidade, elementos que são essenciais para conduzir o momento atual da escola com responsabilidade e dedicação.
Carreira e polêmicas
Paulo Barros é conhecido por suas inovações estéticas e narrativas no Carnaval, que revolucionaram os desfiles das escolas por onde passou. Em 2025, o carnavalesco esteve envolvido em polêmicas ao criticar a repetição de enredos com temáticas afro no Carnaval carioca, o que gerou debates na comunidade carnavalesca.
No mesmo ano, Barros participou do desfile da Viradouro em homenagem ao Mestre Ciça, que garantiu o título à escola. Sua atuação em um carro alegórico chamou atenção e reforçou sua versatilidade e presença no Carnaval, mesmo em anos em que não comandou o desenvolvimento do enredo principal.
