O Congresso do Peru elegeu, na quarta-feira (18), o parlamentar José María Balcázar Zelada como presidente interino do país. A escolha ocorreu após a destituição do presidente José Jerí, que ficou apenas cerca de quatro meses no cargo em meio a um escândalo de corrupção. Balcázar venceu a disputa contra a congressista María del Carmen Alva no segundo turno da votação, com 60 votos contra 46.
Contexto da eleição de José Balcázar
A eleição de Balcázar acontece em um cenário de profunda crise política no Peru, que tem vivido uma instabilidade constante nos últimos anos. Desde 2016, o país já teve oito presidentes diferentes, e a atual legislatura, empossada em 2021, destituiu três presidentes, incluindo Pedro Castillo, Dina Boluarte e José Jerí. Este último teve um dos mandatos mais curtos, com apenas 130 dias no cargo, sendo deposto após denúncias de corrupção envolvendo encontros não divulgados com empresários.
Desafios do governo interino
Com 83 anos, Balcázar assume o mandato interino com o principal desafio de garantir a estabilidade política e assegurar que o calendário eleitoral seja mantido. Ele governará até o dia 28 de julho, quando o novo presidente eleito nas eleições gerais marcadas para 12 de abril deverá tomar posse. A missão do presidente interino envolve conduzir uma transição pacífica e evitar novos choques entre os poderes Executivo e Legislativo, que têm se mostrado bastante fragmentados e conflituosos.
Impacto na governabilidade e eleições
A sucessão rápida de presidentes tem prejudicado a governabilidade do país, criando um ambiente de incerteza para decisões econômicas e institucionais. A constante troca no comando do Executivo enfraquece a capacidade de conduzir políticas públicas de longo prazo. No entanto, o foco imediato é preservar o processo eleitoral e garantir que as eleições gerais ocorram conforme o previsto, em 12 de abril, como um passo fundamental para restaurar o equilíbrio entre os poderes e a estabilidade política no Peru.
