A Argentina viveu uma paralisação nacional nesta quinta-feira, que afetou significativamente o funcionamento dos serviços públicos e do transporte no país. A greve foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) como forma de protesto contra a reforma trabalhista apresentada pelo governo do presidente Javier Milei.
A principal medida da reforma que motivou a mobilização é o aumento da jornada diária de trabalho para 12 horas, o que tem gerado forte rejeição entre os sindicatos e trabalhadores. A proposta está programada para ser debatida na Câmara dos Deputados ainda nesta quinta-feira.
Impactos da greve no transporte e serviços
Desde a meia-noite, o transporte público foi amplamente afetado, com a interrupção total dos serviços de trens, metrôs e a suspensão de voos em todo o território argentino. Os bancos também permaneceram fechados durante a paralisação, e a maioria dos táxis deixou de operar.
Apesar da forte adesão dos sindicatos, algumas linhas de ônibus continuaram em funcionamento, pois a empresa DOTA escolheu não participar da greve. No setor aéreo, a associação de pilotos reafirmou sua participação no movimento, o que resultou no cancelamento de 255 voos e afetou mais de 31 mil passageiros em toda a malha operada pela companhia Aerolíneas Argentinas.
Além disso, quatro voos entre Natal, Brasil, e Buenos Aires foram cancelados, impactando o fluxo internacional. A companhia aérea Flybondi anunciou uma alteração operacional, transferindo parte de suas operações para o Aeroporto de Ezeiza, com o objetivo de manter cerca de cem voos previstos na data.
Reação do governo e paralisação nos portos
O governo de Javier Milei reagiu à greve prometendo uma repressão rigorosa à paralisação, além de emitir orientações específicas para a imprensa sobre a cobertura do evento. O Ministério da Segurança recomendou cautela e organização para lidar com o movimento grevista.
Paralelamente, os trabalhadores portuários iniciaram uma greve de 48 horas, que comprometeu os embarques em todos os portos argentinos. Esta ação fortalece o movimento de resistência à reforma trabalhista, ampliando o impacto econômico e social da mobilização no país.
A greve geral desta quinta-feira representa a quarta mobilização de grande escala contra a gestão do presidente Milei, evidenciando a forte oposição da classe trabalhadora às mudanças propostas para a legislação laboral argentina.
