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Página Inicial > Notícias > Greve nacional paralisa Argentina contra reforma trabalhista de Milei

EconomiaPolítica

Greve nacional paralisa Argentina contra reforma trabalhista de Milei

Uma greve geral de 24 horas paralisou serviços essenciais na Argentina em protesto contra a proposta de aumentar a jornada de trabalho para 12 horas diárias. O governo anunciou medidas de repressão durante a mobilização.

Última atualização: 19 de fevereiro de 2026 11:01
Escrito por Gabriel Santos
Publicado 19 de fevereiro de 2026
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3 min de leitura
Instagram / @javiermilei
Instagram / @javiermilei

A Argentina viveu uma paralisação nacional nesta quinta-feira, que afetou significativamente o funcionamento dos serviços públicos e do transporte no país. A greve foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) como forma de protesto contra a reforma trabalhista apresentada pelo governo do presidente Javier Milei.

A principal medida da reforma que motivou a mobilização é o aumento da jornada diária de trabalho para 12 horas, o que tem gerado forte rejeição entre os sindicatos e trabalhadores. A proposta está programada para ser debatida na Câmara dos Deputados ainda nesta quinta-feira.

Impactos da greve no transporte e serviços

Desde a meia-noite, o transporte público foi amplamente afetado, com a interrupção total dos serviços de trens, metrôs e a suspensão de voos em todo o território argentino. Os bancos também permaneceram fechados durante a paralisação, e a maioria dos táxis deixou de operar.

Apesar da forte adesão dos sindicatos, algumas linhas de ônibus continuaram em funcionamento, pois a empresa DOTA escolheu não participar da greve. No setor aéreo, a associação de pilotos reafirmou sua participação no movimento, o que resultou no cancelamento de 255 voos e afetou mais de 31 mil passageiros em toda a malha operada pela companhia Aerolíneas Argentinas.

Além disso, quatro voos entre Natal, Brasil, e Buenos Aires foram cancelados, impactando o fluxo internacional. A companhia aérea Flybondi anunciou uma alteração operacional, transferindo parte de suas operações para o Aeroporto de Ezeiza, com o objetivo de manter cerca de cem voos previstos na data.

Reação do governo e paralisação nos portos

O governo de Javier Milei reagiu à greve prometendo uma repressão rigorosa à paralisação, além de emitir orientações específicas para a imprensa sobre a cobertura do evento. O Ministério da Segurança recomendou cautela e organização para lidar com o movimento grevista.

Paralelamente, os trabalhadores portuários iniciaram uma greve de 48 horas, que comprometeu os embarques em todos os portos argentinos. Esta ação fortalece o movimento de resistência à reforma trabalhista, ampliando o impacto econômico e social da mobilização no país.

A greve geral desta quinta-feira representa a quarta mobilização de grande escala contra a gestão do presidente Milei, evidenciando a forte oposição da classe trabalhadora às mudanças propostas para a legislação laboral argentina.

FONTES:Fato AmazônicoTribuna do NorteTribuna do NortePortal Viu!O GloboRepórter Diário
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