A abertura dos desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026, realizada pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, gerou polêmica ao prestar homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O enredo exaltou a trajetória do chefe do Executivo e incluiu críticas explícitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, retratado como um palhaço e chamado de “Bozo”.
O desfile trouxe elementos que fizeram alusão a temas políticos recentes, como a prisão de Bolsonaro, e representações simbólicas, incluindo evangélicos ilustrados em latas de conserva, o que provocou reações negativas em setores da oposição.
Reações da oposição e medidas judiciais
Parlamentares do Partido Liberal (PL), partido do ex-presidente Bolsonaro, condenaram o desfile, classificando-o como uma manifestação claramente eleitoral e inadequada para o Carnaval. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, anunciou a intenção de acionar rapidamente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar a alegoria que retratou as “famílias em conserva”.
Além dele, outros deputados do PL, como Filipe Barros e Nikolas Ferreira, manifestaram que vão protocolar representações no Ministério Público e no TSE, denunciando o presidente Lula e a escola de samba por uso indevido do espaço carnavalesco para promoção política.
Manifestação do presidente Lula e repercussão
O presidente Lula acompanhou a primeira noite dos desfiles na Marquês de Sapucaí e se manifestou nas redes sociais expressando grande emoção com a homenagem prestada pela Acadêmicos de Niterói. Ele valorizou o reconhecimento público e ressaltou o significado cultural do Carnaval.
A repercussão entre o público e a mídia foi intensa, com debates sobre a fronteira entre cultura e política no Carnaval, especialmente em um ano eleitoral. O desfile provocou tanto apoio quanto críticas, refletindo a polarização política do país.
